O mercado brasileiro de veículos eletrificados começou 2026 em forte aceleração, e o Grupo Saga acompanhou o mesmo ritmo. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que o segmento de automóveis e comerciais leves eletrificados somou 95.474 unidades emplacadas no primeiro trimestre, volume 88,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram licenciados 50.616 veículos.
Em linha com esse avanço nacional, a empresa goiana, que possui mais de 110 concessionárias espalhadas pelo País, alcançou um crescimento de 85% nas vendas do segmento no mesmo período, diante de igual intervalo do ano passado, considerando as vendas diretas.
O expressivo crescimento pela empresa se traduz em cerca de quatro mil unidades em vendas de eletrificados neste primeiro trimestre, obtido com modelos da marca BYD. Em termos de vendas nas lojas, o crescimento foi de 67%. “O avanço dos veículos eletrificados no Brasil no primeiro trimestre reforça uma mudança estrutural no comportamento de consumo e na dinâmica do setor automotivo. Observamos um crescimento superior a 80% no período e, na Saga, esse desempenho acompanha de forma consistente essa curva ascendente do mercado, evidenciando o alinhamento estratégico com as novas demandas do cliente”, ressalta o diretor da Saga BYD, Gian Mendonça.
Do volume total de eletrificados vendidos no País, a maior parcela segue concentrada nos modelos híbridos, que responderam por 64.545 unidades no trimestre, com alta de 71,5% sobre o mesmo período de 2025. Isso representa cerca de 67,6% de todos os eletrificados emplacados entre janeiro e março. Já os veículos 100% elétricos, embora ainda com menor volume absoluto, foram os que mais cresceram em ritmo de expansão, saltando de 12.984 para 30.929 unidades, o equivalente a uma alta de 138% na comparação interanual. Segundo a Fenabrave, o desempenho mais robusto dos híbridos reflete a oferta mais ampla de modelos nessa categoria, além da combinação entre praticidade de uso e eficiência energética.
Para Mendonça, estes modelos representam, hoje, a solução mais equilibrada para o consumidor brasileiro, ao combinar autonomia estendida, liberdade de deslocamento sem dependência exclusiva de infraestrutura de recarga, menor custo por quilômetro rodado e acesso a tecnologias embarcadas mais avançadas. “Este movimento não é pontual: trata-se de uma tendência clara e sustentada. Incentivos fiscais, como isenções de IPVA em determinadas praças, têm desempenhado um papel relevante na aceleração dessa adoção. Além disso, em cenários de maior volatilidade nos preços dos combustíveis, o consumidor naturalmente amplia seu radar de decisão e passa a considerar alternativas mais eficientes e previsíveis do ponto de vista de custo operacional, como os veículos eletrificados”, avalia. E complementa: “O crescimento dos eletrificados é uma transformação definitiva do portfólio automotivo. Estamos estruturados para capturar essa evolução com consistência, oferecendo ao cliente soluções que entregam eficiência, inovação e valor de longo prazo”, conclui.

Vendas gerais
No mercado total, a Fenabrave informou que os emplacamentos no Brasil somaram 1.254.696 veículos no primeiro trimestre, com crescimento de 16,09% sobre o mesmo período de 2025, resultado que colocou 2026 como o 3º melhor início de ano da série histórica, atrás apenas de 2011 e 2012. Somente em março, foram 513.099 veículos emplacados, alta de 36,86% sobre fevereiro e de 35,26% na comparação com março do ano passado. Considerando apenas os veículos zero-quilômetro, como automóveis de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, o mês fechou com 269.463 unidades vendidas, avanço de 45,55% frente a fevereiro e de 37,85% sobre março de 2025.














