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Goiás em duas vias

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
maio 2, 2026
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Goiás em duas vias
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Há dois Goiás se movimentando ao mesmo tempo quando o assunto é o setor de serviços. E os dados de 2026 mostram que, em alguns momentos, eles estão indo em direções opostas. Um é o Goiás dos transportes, que virou uma vertical de expansão da economia nos últimos dez anos. O outro Goiás é o das plataformas, que cresce sem aparecer nas estatísticas de empresas, distribuído em motos, carros e celulares – além de galpões gigantes de grandes players deste mercado que se instalaram na BR-153, na Região Metropolitana da capital. 

Os dois fenômenos são faces da mesma engrenagem produtiva. Comecemos pelos transportes nas estradas. A Pesquisa Anual de Serviços do IBGE mostra que esse segmento saltou de 28,2% para 35,9% da receita total do setor em Goiás entre 2012 e 2022. Hoje, responde por mais de um terço de tudo o que se fatura no setor. É uma concentração que não existia: nenhum outro segmento ganhou tanto peso estrutural em uma década. Esse movimento supera média nacional. 

Goiás se consolidou como hub com o agronegócio, a mineração e a indústria farmoquímica. As BR-153 e BR-060 viraram artérias de exportação. O problema é que os números do setor, cada vez mais, estão dependendo (na operação logística e na estatística) da logística. 

Em fevereiro de 2026, os transportes em Goiás registraram queda interanual de 12,6% no volume. Foi o pior resultado desde agosto de 2024. Não é coincidência: no mesmo mês, a indústria de transformação goiana caiu 6,1%, o seu maior tombo desde julho de 2022. 

Quando a indústria desacelera, há menos carga; com menos carga, o segmento que mais cresceu é o primeiro a sangrar. Os fertilizantes despencaram 23%, o vestuário 66%, e os caminhões pararam.

O outro Goiás é o segmento de transporte nas ruas das cidades, que é mais difícil de enxergar nos números agregados, mas está em todas as esquinas. A Pnad Contínua mostra que 117 mil goianos trabalham em veículo automotor. Alta de 58% desde 2012. Outros 624 mil prestam serviço em local designado pelo cliente, contra 340 mil há uma década, quase o dobro. 

É a economia que se desloca, que vai até o consumidor, que opera por aplicativo. E há um descompasso revelador: O setor conta 57 mil empresas formais empregando 447 mil pessoas em serviços; a Pnad-C captura quase 800 mil ocupados em formatos autônomos – mais de 10% da população goiana. 

A diferença é o que empregados de ontem estão virando CNPJs no papel hoje, mas, na prática, são funcionários de plataformas sem qualquer proteção. Esses trabalhadores com CNPJ não estão nos sindicatos (a sindicalização goiana caiu para 4,6%, o menor índice desde 2012, quando era 9%) e não estão nas grandes empresas (49,3% dos ocupados estão em empreendimentos de até cinco pessoas). 

Mas estão registrando CNPJ em ritmo recorde: 84,8% das empresas goianas tem só um funcionário – o dono. É uma nova face da formalização: cresce o registro, cai a representação coletiva e o salário médio do setor formal de serviços recua (de 1,72 salários mínimos para 1,60, entre 2021 e 2022).

Uma leitura possível mostra o quanto o cenário é desconfortável. Goiás tem construído sua economia de serviços sobre dois pilares frágeis. De um lado, um setor de transportes hipertrofiado que depende do ciclo industrial e agropecuário. Do outro, um exército crescente de prestadores autônomos com os seus CNPJs na mochila, mas que, de fato, que são terceirizados desprotegidos de plataformas de entrega (de produtos e de pessoas). 

É uma economia em movimento que carrega o velho dilema: agrega pouco localmente – compra de fora e/ou vende in natura. Quanto a isso, cabe pensar soluções que se encaixam como os novos modelos, ter ganho de eficiência, produtividade e gerar maiores ganhos locais. Remar contra a maré não nos reposicionará – aliás, vai atrasar o que já está quase vencendo.

Leandro Resende,

editor-chefe da Leitura Estratégica.

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