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Início Perfil

Perfil: Tonny Magalhães 

“É claro que ganhar é importante, mas a Olimpíada não é só sobre isso. É você fazer parte daquele momento mágico e histórico”

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
maio 16, 2026
em Perfil
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Perfil: Tonny Magalhães 

Fotos: Arquivo pessoal

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Por Rafael Mesquita

O Natal de 1980 foi especial para os irmãos Tonny, Paulo e Wanderley. As bicicletas que ganharam do pai, Ancelmo Fernandes, se tornaram muito mais do que um simples presente. Elas transformaram a vida da família Magalhães.

Wanderley era o mais velho e comandava a turma. Junto com vizinhos do setor Rodoviário, em Goiânia, se inscreveu no que achava que seria um simples passeio ciclístico. Ao chegar ao local, uma surpresa: perceberam que se tratava de uma corrida. “Meu irmão deu uma volta, não aguentou o ritmo, esvaziou o pneu e disse que tinha furado”, diverte-se o caçula entre os três, Tonny. 

Mesmo não completando a prova, o primogênito da família Magalhães gostou muito da experiência e, em 1981, começou a disputar corridas organizadas pela Federação Goiana de Ciclismo, obtendo ótimos resultados. O irmão Paulo, logo seguiu o seu caminho no esporte.

O interesse dos irmãos pelo ciclismo fez Ancelmo criar a própria equipe: Transportadora Útil (nome da sua empresa), que anos depois se tornaria Magalhães Esporte Clube. “Ele nos deu um grande suporte. Nunca teve dúvidas sobre a gente. Sempre nos apoiando e encorajando”, afirma Tonny. 

Em 1983, ano em que Tonny começa a competir pela equipe, incentivado pelos irmãos, Wanderley já estava morando em São Paulo e havia sido contratado pela principal equipe de ciclismo do Brasil, a Caloi. O caçula entre os filhos homens da família Magalhães tinha apenas 14 anos quando iniciou as participações em categorias de base do esporte em Goiás. 

No ano de 1985, uma das primeiras provas marcantes da carreira de Tonny. Com o irmão Paulo, representou a seleção goiana na categoria Júnior do Campeonato Brasileiro de Ciclismo, em Curitiba. “Fiz uma competição para ajudar o meu irmão, que era mais experiente. Nossa equipe começou a fazer um revezamento no pelotão da frente para desgastar os adversários”, recorda. O resultado veio: prata para Paulo na prova de resistência e bronze na de velocidade. 

Uma competição, em 1986, foi fundamental para a projeção nacional de Tonny Magalhães: a Volta Ciclística do Interior. Disputada em São Paulo, a competição era referência no País para novatos e aspirantes. Das cinco etapas, o goiano venceu uma e conseguiu chegar em segundo e terceiro em outras duas. Ao terminar a competição, recebeu convite para integrar quatro das cinco principais equipes do Brasil. 

No Natal daquele ano, Tonny estava em casa com amigos quando recebeu uma ligação que mudaria a sua vida, a do técnico uruguaio Juan Timon, que treinava Wanderley na Caloi, em São Paulo. “Ele me disse que eu era o mais novo contratado da equipe”, emociona-se. 

O convite irrecusável parecia um sonho e, em 1987, Tonny foi morar com o irmão Wanderley na Casa da Caloi, em São Paulo. Era o seu último ano na categoria júnior e o goiano conquistou o bicampeonato brasileiro na prova de resistência e o título por equipes. Ainda disputou competições no exterior, como a volta da Suíça e o Mundial, na Itália, em que terminou na nona colocação na prova por equipe. 

Um ano depois, Tonny foi promovido à categoria principal do ciclismo. Início que seria fundamental para a sequência da sua carreira. “Ali, o sarrafo subiu. Aquele ano seria decisivo para continuar a minha trajetória profissional ou não”, explica. O ciclista goiano não decepcionou: ganhou quatro etapas do campeonato paulista, que era uma das principais competições nacionais. Ainda venceu a Taça Brasil de Clubes na prova por equipe. “O Wanderley e eu estávamos entre os quatro atletas titulares da Caloi”, orgulha-se. 

O ano de 1988 ainda teve um ingrediente a mais para a família Magalhães: Wanderley disputou a sua primeira Olimpíada, em Seul, na Coreia do Sul. “Ele já era o melhor ciclista do Brasil na época, então não ficamos surpresos com a convocação. Em um circuito muito diferente do que ele estava acostumado, terminou a prova em vigésimo oitavo lugar”, conta.

A carreira dos irmãos Magalhães seguiu com o Torneio de Verão no litoral paulista, a primeira prova da temporada. Uma competição especial, já que Wanderley (primeiro) e Tonny (segundo) fizeram dobradinha ao final.

Outro momento especial da temporada de 1989 foi o convite da Caloi para que Tonny e o irmão se preparassem por quatro meses na Bélgica para o Mundial daquele ano e para a principal prova do Brasil (9 de Julho, em São Paulo). “A companhia do Wanderley lá na Europa me ajudou muito. É bem diferente de hoje, quando existe o celular e é possível se comunicar com todos. Naquela época, era só no orelhão”, recorda.

O Grande Prêmio Caloi de Ciclismo na preliminar da Fórmula 1, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi outro momento marcante da carreira de Tonny. A pressão em cima dos ciclistas da marca de bicicletas era grande. Todas as principais equipes do País queriam vencer a Caloi. Mas não deu certo para os outros: Wanderley venceu e Tonny foi o terceiro colocado. A ida para o pódio foi inesquecível. “Passamos pelos boxes e vimos os grandes pilotos da Fórmula 1 da época, que estavam nos assistindo: Mansell, Senna, Piquet. Foi sensacional”, destaca. 

Olimpíadas, momento mágico

Estar em uma Olimpíada é para poucos atletas no mundo. Tonny teve esse privilégio, representando o Brasil. O ano era 1992 e o ciclista goiano tinha 23 anos de idade. A principal competição do planeta seria disputada em Barcelona, na Espanha.

Antes da convocação dos oito atletas titulares do ciclismo nacional na Olimpíada, muita apreensão. O pai de Tonny era o presidente da confederação brasileira da modalidade. Mas engana-se quem pensa que o seu Ancelmo favoreceu os filhos. Muito pelo contrário. “Foi feita uma seletiva aberta a todos os atletas federados do Brasil, sendo que só seriam escolhidos os melhores”, explica. Mais uma vez os irmãos goianos não decepcionaram, Wanderley foi o primeiro e, Tonny, o terceiro na seletiva nacional. 

Receber a notícia de que estaria entre os três brasileiros que correriam os 180 quilômetros na prova de resistência foi motivo de muito orgulho. O objetivo era fazer em Barcelona uma prova estratégica para favorecer o irmão Wanderley, um dos principais favoritos. “No ciclismo é assim, é preciso que a equipe trabalhe para que o atleta que tenha mais condições de vitória possa conseguir o objetivo”, explica. 

Na largada, às 8 horas da manhã, a temperatura do verão europeu já marcava 39 graus com alta umidade relativa do ar. A estratégia inicial foi executada com sucesso, mas o calor e o desgaste foram implacáveis para Tonny. O ciclista abandonou a prova restando uma volta e meia para o fim. Para piorar a situação, Wanderley caiu na última volta e terminou na décima sétima colocação.

Mesmo não trazendo o resultado, Tonny se recorda com muito carinho da Olimpíada. “É um mundo mágico, cozinha para 13 mil atletas, um shopping center e uma praia de 15 quilômetros nas proximidades da Vila Olímpica só pra gente”, conta com entusiasmo. Tonny ainda tem boas lembranças daqueles momentos, como estar ao lado de estrelas. Entre elas, a rainha Hortência, do basquete, e o astro americano do atletismo, Carl Lewis. “Lá dentro (da Vila Olímpica) todo mundo é igual, independentemente do dinheiro e da fama”, avalia. 

Tonny também se recorda bem do “dream team” do basquete americano. O maior time da modalidade de todos os tempos decidiu ficar afastado dos demais atletas e se hospedar em um cruzeiro nas proximidades. Mas a maior lembrança desse período é o aprendizado que ficou. “É claro que ganhar é importante, mas a Olimpíada não é só sobre isso. É você fazer parte daquele momento mágico e histórico”, acredita. 

A carreira do atleta ainda passou por mais três ciclos olímpicos (1996, 2000 e 2004), mas não conseguiu mais a convocação para representar o Brasil. Em 1996, em Atlanta, esteve muito perto. “Eu fazia parte da seleção e não fui à Olimpíada nos Estados Unidos por lesão. O excesso de treinos me fez machucar. Foi um momento triste para mim, perdi uma oportunidade”, lamenta. 

A despedida do irmão e o fim da carreira

Após integrar por dois anos, na Bélgica, a equipe do maior ciclista da história, Eddy Merckx, e vencer provas na Europa, Tonny decide retornar a Goiás para reforçar a Magalhães Esporte Clube. O momento coincide com o fim da carreira de Wanderley.  “Eu me tornei o carro-chefe da equipe e passamos a ser a pedra no sapato da Caloi, de São Paulo. Ganhamos muita competição na América do Sul e Europa”, destaca.

Em 2004, uma notícia mudaria o destino da família Magalhães: Wanderley havia sido diagnosticado com câncer no reto. A luta do irmão contra a doença durou até março de 2006, quando o ex-atleta morreu aos 39 anos de idade. “Naquele momento, acabou o encanto para mim”, emociona-se. 

Tonny perdia não somente um irmão, mas um ídolo que sempre esteve com ele nos momentos bons e ruins da vida. “Ele foi uma grande inspiração. Até hoje penso que, se o Wanderley estivesse vivo, teríamos feito muito pelo ciclismo brasileiro”, acredita. Tonny ainda relata que teve que aprender a viver sem a sua maior referência. “É no dia a dia que percebi o quanto tive que amadurecer quando ele se foi. Gostaria que estivesse aqui para caminharmos juntos”, lamenta. 

Na época da morte do irmão, Tonny se preparava para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, mas desistiu. “Sem meu irmão, não fazia mais sentido”, acredita. A despedida da carreira aconteceu em 2006, durante o Meeting Internacional de Ciclismo, no Autódromo Internacional de Goiânia. “Completei uma volta, os atletas pararam, me aplaudiram e eu me despedi. Tudo transmitido ao vivo em rede nacional pelo Esporte Espetacular, da TV Globo”, recorda com emoção. Terminava ali uma trajetória de 92 vitórias e 528 mil quilômetros rodados entre treinamentos e competições. 

É preciso seguir a vida

Antes mesmo da morte de Wanderley, os três irmãos já haviam criado a Liga Goiana de Ciclismo, entidade sem fins lucrativos que realiza competições da modalidade no Estado. O principal campeonato é a Volta Ciclística de Goiás, que vale pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo e está na vigésima terceira edição. São 180 competidores de todo o Brasil e até de outros países. Em 2026, serão seis dias de competição (de 19 a 24 de maio), sendo uma das etapas programada para o autódromo de Goiânia. 

Tonny destaca que a liga tem contribuído para revelar talentos do ciclismo goiano. “Temos o Túlio Rodrigues e o Pedro Romero que foram para Europa”, afirma. O ex-atleta ainda cita a ciclista Janildes Fernandes, com três olimpíadas no currículo, e que também começou a correr em uma equipe montada anos atrás pelos irmãos Magalhães. 

Além disso, a entidade promove eventos turísticos voltados ao ciclismo. Um exemplo é o projeto Estrada de Ferro Goyaz, com percurso que começa em Goiânia e termina em Araguari (MG). São 450 quilômetros em cinco dias, margeando a estrada de ferro e passando por todas as estações. “Queremos que se torne um ciclo turístico de Goiás, assim como o Caminho de Cora, que contribuímos com a homologação do trajeto”, explica.

A vida de promotor de eventos segue com a Magalhães Esportes, que realiza competições de outras modalidades, como beach tênis, corrida de rua, futevôlei e vôlei. Além da MA Eventos, para atender empresas com estandes, festas de lançamento de carro, confraternização e teste drive. 

Família e homenagem ao irmão

A geração anterior da família Magalhães está toda ligada ao ciclismo: Wanderley, Tonny e Paulo foram profissionais da modalidade. A irmã mais nova, Valéria, foi campeã universitária. Sem contar o seu Ancelmo, ex-presidente da Federação Goiana e da Confederação Brasileira. 

A nova geração da família preferiu seguir outros caminhos. Quem chegou mais perto de se tornar um atleta foi Frederico, um dos filhos de Tonny, que jogou futebol nas categorias de base do Goiás e do Atlético. “Mas ele teve uma lesão no pé que os médicos nunca conseguiram resolver e, por isso, teve que encerrar a carreira”, explica.

Casado com Elisângela Silva Magalhães, Tonny tem quatro filhos, sendo três mulheres (Valéria, Luísa e Júlia). O ex-atleta, de 56 anos, já é avô. “O meu neto, Henrique, tem um ano e oito meses. É o xodó da família, apronta o que quer lá em casa”, brinca.

Neste ano, Tonny tem como um dos grandes projetos a volta da Taça Wanderley Magalhães de bairros, competição realizada pelos irmãos até 2003. Serão duas etapas em bairros da capital. Competição voltada para pessoas de todas as idades, amadoras ou profissionais no ciclismo. “Quem sabe descobrimos novos talentos? Nós começamos assim. Mesmo se não for, podemos contribuir, por meio do esporte, para mudar a realidade de muitas pessoas. A música diz que o artista tem que ir aonde o povo está, acreditamos nisso também para o esporte. Ele transforma e salva vidas”, emociona-se. 

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