• Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Revista STG
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Revista STG
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Início Cooperativismo

Nova sede, a mesma força para crescer

Neste novo ciclo da série 70 anos da OCB/GO, novos avanços, a sede definitiva, a greve dos camioneiros, o fechamento da gestão Joaquim Guilherme e abertura da era de Luís Alberto Pereira

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
novembro 1, 2026
em Cooperativismo
0
Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO
0
COMPARTILHAMENTOS
0
VISUALIZAÇÕES
Share on FacebookShare on Twitter

Em 20 de novembro de 2017, a OCB/GO e o cooperativismo goiano inauguraram a sua torre, o Edifício Goiás Cooperativo. No terreno da Avenida Jamel Cecílio, onde a sede de 1988 fora demolida três anos antes, subiram 11 pavimentos (nove andares e dois pisos subsolos). Fechava-se, assim, um arco patrimonial que resume a história inteira da instituição: da sala alugada de 12 metros quadrados na Rua 8, em 1956; passando pela casa própria de 1988, a ampliação de 2011 e, agora, o prédio-símbolo, com nome, auditório e andares de sobra para o sistema crescer. Sessenta e um anos separavam a sala, no Centro de Goiânia, da nova torre em área nobre. Entretanto, a distância real era de outra grandeza.


O ano do novo prédio da OCB/GO foi também o ano do 8º Seminário Estadual do Cooperativismo, que reuniu 450 participantes no Centro de Convenções da Pontifícia Universidade Católica, a PUC Goiás. O público presenciou o historiador Leandro Karnal falar de ética, o tema que o Brasil da Lava Jato e das delações transformara em urgência nacional.


A escolha não era casual. Num ambiente de confiança em colapso, o cooperativismo se apresentava como “terceira via”, modelo em que o dono é o usuário, e a governança se faz em assembleia. O economista Roberto Padovani e o consultor Cláudio Tomanini completaram o cardápio: ética, economia e gestão (a tríade da maturidade).

Os números do ano mostravam um sistema em consolidação seletiva. O cadastro registrava 215 cooperativas – depuração natural dos registros – com mais de 173 mil cooperados, alta de 10%, e 10,2 mil postos de trabalho mantidos “sem demissões significativas”, nas palavras do então presidente Joaquim Guilherme, em um País com 12 milhões de desempregados.


O ramo da saúde avançou 12,7%, alcançando quase R$ 2 bilhões de receitas; o crédito somou R$ 1,9 bilhão; e o agropecuário recuou 7%, uma ressaca da supersafra anterior sobre os preços. No ranking Valor 1000, a Comigo apareceu em 156º lugar entre as maiores empresas do País, primeira do agro no Centro-Oeste; a Unimed Goiânia, entre os 20 maiores planos de saúde do Brasil.


No sudoeste goiano, o Censo flagrava a intercooperação em números. Os cooperados pessoa jurídica haviam dobrado em dois anos, 98% deles no crédito – era cooperativa associando-se a cooperativa. Também registrava um fim de ciclo: a Comigo encerrou, naquele ano, a sua linha de lácteos, manteiga e requeijão, cedendo lugar, na estratégia, ao esmagamento de grãos (sobretudo soja) e à produção de ração, atividades que a tornaram gigante. A representação institucional da OCB/GO, sob comando de Joaquim Guilherme, alcançava assento no conselho deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).


O pano de fundo nacional era de convalescença. Tecnicamente, o País saía da recessão com crescimento de 1,3%, os juros despencavam do patamar máximo e a reforma trabalhista entrava em vigor em novembro, redesenhando as relações de trabalho que as cooperativas, por natureza, sempre organizaram de outro jeito.

Ano 63 – 2018
O Brasil parou nas estradas

Durante onze dias de maio de 2018, o Brasil experimentou o que acontece quando a logística para. A greve dos caminhoneiros esvaziou postos, prateleiras e aeroportos, e deu ao País urbano uma aula involuntária sobre a economia real: tudo que se come, veste e consome depende de alguém que produz e de alguém que transporta.


Para o cooperativismo goiano, a lição tinha gosto de reconhecimento. Organizar produção e escoamento era exatamente o que o coop fazia, desde quando os pioneiros de 1956 discutiam crédito para arroz, feijão e batata. No auge da paralisação, enquanto o frete disparava e a soja parava nos armazéns, as cooperativas operaram como sempre nas crises: amortecendo, estocando, negociando coletivamente o que o produtor isolado não conseguia.
O ano fechou um ciclo silencioso de conhecimento. O Censo do Cooperativismo Goiano 2018 foi a 13ª e última edição publicada da série iniciada em 2006, pelo Programa de Visitas. Foram doze anos de radiografias anuais, feitas de analistas na estrada e dados colhidos in loco, que nenhum outro Estado produzira com tal constância e que a academia usaria por anos como referência.

Walter Campanato/Agência Brasil


O retrato final do sudoeste goiano mostrava 26 cooperativas, 53,6 mil cooperados e uma divisão de trabalho que explicava a década. O crédito concentrava 78% de todos os cooperados da região, com 10 mil pessoas jurídicas associadas, enquanto o agropecuário respondia por 72% dos empregos. Um ramo reunia as pessoas; o outro, os postos de trabalho. O patrimônio líquido regional alcançara dois terços no agro, e a movimentação anual chegava a R$ 2,3 bilhões.


No Estado, o sistema somou R$ 6 bilhões de receitas no agropecuário (+6,8%), R$ 1,9 bilhão no crédito e R$ 2,2 bilhões na saúde (+13%) – o conjunto dos ramos chegando nos R$ 10 bilhões anuais. E o ano trouxe a última transição do período Joaquim Guilherme. Em outubro, o Brasil elegeu Jair Bolsonaro para a presidência, e Goiás escolheu Ronaldo Caiado, um produtor rural, para o Palácio das Esmeraldas, encerrando 20 anos de hegemonia de um mesmo grupo político estadual. Para o cooperativismo, a mudança abriria uma interlocução que a década seguinte provaria frutífera, de missões internacionais a gerências dedicadas na máquina pública.


Dentro da casa, encerrava-se também, um ciclo. Joaquim Guilherme chegava ao fim de seus quatro anos com um balanço de consolidação: o Edifício Goiás Cooperativo inaugurado, a ISO renovada e o sistema atravessando a pior recessão da história brasileira com emprego preservado e crédito em expansão. A sucessão, mais uma vez, estava dentro da própria chapa – padrão que a casa repetia desde 1996, trocando de comando sem trocar de rumo. O escolhido seria o vice-presidente engenheiro que, 20 anos antes, conhecera o cooperativismo por acaso, em uma obra de reforma justamente no prédio da OCB/GO.

ANO 64 – 2019
Da obra do prédio à cadeira de presidente

Não é incomum que toda longa história institucional carregue fatos que se cruzam com histórias profissionais distintas e improváveis. No cooperativismo goiano, temos boas. Nos anos 2000, um engenheiro civil formado pela UFG, com carreira na Receita estadual – fora superintendente do Tesouro e da Receita na Secretaria da Fazenda –, teve como primeiro contato com o movimento uma obra de sua empresa: a reforma da sede da OCB/GO.


Pouco depois, convidado por um colega de faculdade, ajudou a fundar uma cooperativa de crédito para engenheiros, o Sicoob Engecred. E, ali, foi “pegando gosto”. Chegou ao conselho, à presidência da cooperativa e a cadeiras no sistema nacional. Até que, em 21 de março de 2019, eleito em chapa única e por unanimidade na assembleia das filiadas, Luís Alberto Pereira assumiu a presidência do Sistema OCB/GO, com a posse em 26 de abril, em casa lotada.


O engenheiro que reformara o prédio assumia a instituição com um simbolismo de época: em mais de seis décadas, era o primeiro presidente vindo do ramo de crédito. A cadeira que fora do agro desde José de Assis Moraes refletia, enfim, o novo desenho do sistema. Na chapa, a simetria: o vice, Astrogildo Gonçalves Peixoto, vinha do leite, pela cooperativa Coapil, de Piracanjuba; a Comigo seguia no conselho. E, no mesmo dia, uma assembleia extraordinária criou o Conselho Ético Consultivo de ex-dirigentes – a memória da casa, institucionalizada, e a experiência valorizada na direção dos projetos estratégicos.


A gestão começou com método de engenheiro. Recém-saído do 15º Congresso Brasileiro de Cooperativismo, Luís Alberto adotou as diretrizes nacionais: governança, representação, mercado, comunicação, inovação e intercooperação, sem vaidade de reinventá-las.


O dirigente saiu a campo para conhecer a base: visitou cooperativas de todos os tamanhos em todas as regiões, somando mais de 17 mil quilômetros rodados, “como daqui à China”, na sua própria medida. Dali, saiu um diagnóstico: o Estado era grande demais para uma sede só, com cooperativas distantes que “se sentiam sozinhas”. Nasceria, então, a marca registrada do ciclo: os núcleos regionais, cinco polos com analistas dedicados, além da região central, para que cooperativas de Porangatu ou de Jataí não dependessem de Goiânia para serem ouvidas. O modelo sairia do papel já no ano seguinte.


O ano também marcou os 20 anos do SESCOOP/GO, a escola que saíra de 95 alunos, em 1999, para mais de meio milhão de pessoas formadas, devolvendo ao palco um velho conhecido desta série. Em setembro, o ex-deputado Luiz Carlos Hauly, relator da reforma tributária na Câmara, lotou o auditório da entidade com 160 contadores, advogados e dirigentes. Na pauta, a velha causa de 1988: o ato cooperativo, previsto na Constituição e jamais regulamentado, cuja blindagem o setor já articulava em emenda pelas mãos do senador Luís Carlos Heinze. A semente da batalha de 2023 estava plantada ali.


Os números do primeiro ano davam a régua de partida da nova gestão: 220 cooperativas registradas, 229 mil cooperados, 12 mil empregos e receitas em torno de R$ 10 bilhões – com o agro somando R$ 7,1 bilhões (+18,8%), o crédito R$ 2,4 bilhões (+28%) e a saúde R$ 2,7 bilhões (+22,5%), todos em forte aceleração.
No plano nacional, o governo aprovava a Reforma da Previdência e a economia engatava recuperação morna de 1,2% – ninguém imaginava que o ano seguinte traria a maior prova de estresse do século.

Postagem anterior

O risco de uma audiência que a tecnologia não consegue sustentar

Próximo Post

Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Leitura Estratégica

Leitura Estratégica

Próximo Post
Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique conectado

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Tendências
  • Comentários
  • Mais recente
NR-1: O Governo ainda tenta explicar o que vai exigir das empresas

NR-1: O Governo ainda tenta explicar o que vai exigir das empresas

maio 9, 2026
Riscos invisíveis no agronegócio goiano

Riscos invisíveis no agronegócio goiano

fevereiro 7, 2026
Perfil: Silvana de Oliveira

Perfil: Silvana de Oliveira

setembro 13, 2025
Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

agosto 23, 2025
Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

0
Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

0
Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

0
Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

0
A notícia, a análise e a inteligência

O colunista é protagonista

novembro 1, 2026
Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

novembro 1, 2026
Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

Nova sede, a mesma força para crescer

novembro 1, 2026
Você está combatendo os atos ilegais ou fazendo parte deles?

O risco de uma audiência que a tecnologia não consegue sustentar

novembro 1, 2026

Notícias recentes

A notícia, a análise e a inteligência

O colunista é protagonista

novembro 1, 2026
Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

novembro 1, 2026
Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

Nova sede, a mesma força para crescer

novembro 1, 2026
Você está combatendo os atos ilegais ou fazendo parte deles?

O risco de uma audiência que a tecnologia não consegue sustentar

novembro 1, 2026
Revista STG

Trazemos as notícias mais relevantes, atualizadas e importantes do mercado, tudo em um só lugar.

Siga-nos

Navegar por categoria

  • Accountability
  • Advocacia
  • Agronegócio
  • Almanaque Estratégico
  • Arte
  • Artigos
  • Blog
  • Capacitação
  • Carreira
  • Comércio Exterior
  • Consumo
  • Cooperativismo
  • Direito
  • Diretoria
  • Editorial
  • Educação
  • Empreendedorismo
  • Empresas
  • Ensaio
  • Ensino
  • Entrevista
  • Especial
  • Esporte
  • Eventos
  • EXECUTIVOS: LINHA DE FRENTE
  • Expansão
  • Exposição
  • Indústria
  • Indústria automotiva
  • Justiça do Trabalho
  • Legislação
  • Marca
  • Mercado de Luxo
  • Mercado de Trabalho
  • Negócios
  • Perfil
  • Premiação
  • Projeto de Lei
  • Qualidade de Vida
  • Reforma Tributária
  • Revista
  • Saúde
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Tributação
  • Últimas
  • Urbanismo
  • Varejo
  • Veículos

Notícias recentes

A notícia, a análise e a inteligência

O colunista é protagonista

novembro 1, 2026
Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

Capital Inicial traz turnê “Música Urbana” a Goiânia

novembro 1, 2026
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.