O Brasil se aproxima de mais um pleito decisivo. Em 2026, elegeremos governadores, o presidente da República e parlamentares federais, estaduais e distritais— senadores e deputados. São escolhas que definirão, pelos próximos anos, os rumos da administração pública, das políticas sociais, econômicas e institucionais do País e de cada Estado.
Vivemos, contudo, um momento de intensa polarização, em que o debate público se resume a rótulos e disputas emocionais, deixando em segundo plano o que deveria orientar o voto: as propostas e o currículo de quem pretende nos representar.
A atuação política é parte natural da vida em sociedade. Não é um mal a ser evitado, mas uma responsabilidade coletiva a ser exercida com discernimento. Ao escolhermos quem ocupará o Poder Executivo — estadual ou federal — e quem nos representará no Legislativo, estamos decidindo quem terá em mãos orçamentos públicos, políticas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Não é pouca coisa.
Por isso, antes de votar, vale examinar a trajetória de cada candidato: formação acadêmica, vida profissional, experiência prévia na gestão pública ou privada, e atuação relevante em prol da sociedade. Um bom currículo não garante, por si só, um bom mandato, mas revela indícios de preparo técnico, compromisso e capacidade de gerir com responsabilidade.
O trabalho dos governadores e do presidente da República é determinante na execução de políticas públicas que afetam diretamente o cotidiano da população. Já os parlamentares exercem papel essencial na elaboração das leis, na fiscalização do Executivo e na definição do orçamento público. Subestimar a importância desses cargos é abrir mão de instrumentos fundamentais de controle social e de construção de políticas duradouras.
Não adianta reclamar depois se a escolha foi feita de forma leviana. A responsabilidade pelo resultado das urnas não é apenas de quem governa, mas também de quem vota. Delegar um mandato exige mais do que simpatia pessoal, carisma ou exposição midiática — exige avaliação criteriosa de propostas concretas e de uma trajetória de vida que efetivamente habilite o candidato a representar bem a coletividade.
Escolher com base na fama, na simpatia ou no alinhamento com determinado discurso midiático é abrir mão do papel mais importante que o cidadão exerce em uma democracia: o de fiscalizar, desde a origem, quem terá poder sobre a vida pública.
Em 2026, cabe a cada eleitor superar a polarização e assumir a própria responsabilidade: informar-se, comparar propostas, analisar currículos e trajetórias, e votar com consciência. O futuro das instituições e da qualidade da representação política depende, em grande medida, dessa escolha bem fundamentada.
O processo eleitoral já está em andamento, com a realização de ajustes de coligações e lançamentos de pré-candidaturas, comece a pré-selecionar os seus representantes desde já. O futuro do Brasil agradece!

Juscimar Ribeiro,
Advogado especialista em Direito Administrativo e Direito Constitucional














