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Guerra no Irã afeta exportações e agronegócios

Conflito no Oriente Médio pode pressionar custos, afetar cadeias logísticas e expor a dependência brasileira de fertilizantes e energia

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
março 14, 2026
em Negócios
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Guerra no Irã afeta exportações e agronegócios
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Por Rafael Vaz 

O agravamento das tensões no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel acende um alerta para possíveis impactos econômicos em diferentes regiões do mundo – inclusive em Goiás. A instabilidade em uma área estratégica para o comércio internacional pode afetar cadeias logísticas, preços de combustíveis e o fornecimento de insumos agrícolas, fatores centrais para a economia goiana.

O Irã ocupa posição relevante na pauta comercial do estado. Em 2025, o mercado iraniano foi o terceiro principal destino das exportações goianas, responsável por cerca de 2,9% das vendas externas e registrando crescimento de 96% em relação ao ano anterior. Produtos do agronegócio, especialmente milho e soja, estão entre os principais itens enviados ao país.

Ao mesmo tempo, o agronegócio brasileiro – base da economia de estados produtores como Goiás – depende fortemente da importação de fertilizantes, parte deles provenientes do Oriente Médio. Em um cenário de instabilidade geopolítica, qualquer interrupção logística ou elevação de preços desses insumos tende a pressionar os custos de produção no campo.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e sócia no BNT Advogados, Anna Bastos, explica que a relação comercial entre Goiás e o país asiático vem se consolidando ao longo dos anos. “O Irã é um parceiro comercial de grande importância para o Estado de Goiás. Nos últimos anos, houve crescimento expressivo das exportações goianas para o país”, afirma.

Segundo ela, os produtos exportados são majoritariamente ligados ao agronegócio, como milho e soja. “Dados divulgados recentemente mostram que, do total de milho exportado pelo Brasil, o Irã foi responsável pela compra de cerca de 22%, o que corresponde a aproximadamente 9,3 milhões de toneladas no último ano. Além disso, o país também é um grande comprador de soja e farelo de soja, que estão entre os principais produtos importados pelo mercado iraniano”, destaca.

Anna Bastos

Custos logísticos

A instabilidade no Oriente Médio também envolve o Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mundo. Em momentos de tensão, o governo iraniano costuma ameaçar bloquear o canal, o que pode pressionar preços de combustíveis e fretes internacionais.

Para Anna Bastos, os impactos dessas tensões podem ser percebidos principalmente no aumento dos custos logísticos e energéticos. “Os principais riscos para as exportações de Goiás precisam ser analisados em duas frentes. Do meu ponto de vista, as questões geopolíticas impactam, primeiro, no aumento de custos. O fechamento ou as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz têm elevado os preços dos combustíveis e dos fretes internacionais. Isso pode afetar diretamente os custos de energia e combustível, refletindo também no uso de maquinário agrícola”, explica.

Ela também chama atenção para o impacto nos insumos agrícolas. “Cerca de 30% da ureia mundial passa por esse estreito, e esse é um insumo essencial para a produção do agronegócio. Portanto, qualquer instabilidade na região pode gerar impactos importantes”, afirma.

Por outro lado, Anna observa que o cenário internacional também pode trazer algum efeito compensatório. “Nos últimos dias, temos visto um aumento no valor das commodities na Bolsa de Chicago, como soja, milho, trigo e óleo de soja. Caso a safra ainda não tenha sido comercializada ou não existam contratos com preços previamente definidos, essa valorização pode ajudar a reduzir parte das perdas causadas pelo aumento do petróleo e dos combustíveis”, avalia.

Dependência de fertilizantes

Outro ponto sensível para o agronegócio brasileiro é a dependência de insumos importados. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no País vêm do exterior, o que torna o setor mais vulnerável a oscilações no mercado internacional.

“A economia brasileira é muito dependente do agronegócio. Quando falamos de fertilizantes e petróleo, o impacto é significativo, porque ambos vêm de recursos naturais e nem sempre o País possui produção suficiente para atender à própria demanda. Existem fertilizantes que o Brasil simplesmente não produz em quantidade necessária”, explica.

Segundo ela, o País importa atualmente cerca de 85% dos fertilizantes que consome. “No caso da ureia, por exemplo, uma parte vem do Irã — cerca de 2,4% do que o Brasil utiliza – além de outros fornecedores globais. O Oriente Médio é um importante fornecedor desse tipo de insumo”, afirma.

Anna Bastos também chama atenção para a recente elevação nos preços. “A ureia, por exemplo, registrou aumento de aproximadamente 33%. Esse tipo de alta impacta diretamente o custo de produção, especialmente no agronegócio”, observa.

De acordo com ela, parte desses efeitos ainda não foi totalmente sentida no mercado interno. “Muitos desses produtos reajustados ainda não chegaram ao mercado brasileiro. Mas existe também a dinâmica de oferta e demanda: se há dificuldade logística ou retenção de cargas em rotas estratégicas, como no Estreito de Ormuz, a oferta diminui e os produtos disponíveis no mercado passam a subir de preço”, explica.

Ela acrescenta que alguns produtores já enfrentam dificuldades. “Há agricultores, especialmente na região Sul de Goiás, que já relatam problemas como escassez ou aumento expressivo no preço do diesel. Isso afeta diretamente os custos da produção agrícola”, conclui.

Diversificação de mercados

Diante desse cenário internacional instável, a diversificação de parceiros comerciais aparece como uma estratégia importante para reduzir riscos. “Existem mercados alternativos para os produtos goianos, e isso é uma realidade e também uma necessidade. O Irã é um dos grandes compradores de milho, mas há outros países que também importam esse produto, como China, Vietnã e Egito. Por isso, é importante diversificar os mercados para que não haja perda de competitividade ou de vendas”, afirma Anna Bastos.

Ela explica que o mesmo raciocínio vale para a importação de insumos agrícolas. “No caso dos fertilizantes, também existem outros fornecedores no mercado mundial, como Canadá, China, Rússia e Nigéria, que produzem diferentes tipos desses insumos”, diz.

No entanto, segundo a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Acieg, a diversificação não elimina totalmente os impactos das tensões internacionais. “Esses preços são pouco regulados no mercado global. Quando há redução da oferta, os valores tendem a subir. Assim, o produtor acaba pagando mais caro pelos fertilizantes, mesmo quando eles não vêm do Irã, mas de países como Canadá ou outros fornecedores internacionais”, conclui.

Estratégia internacional

Para Anna Bastos, o atual cenário geopolítico reforça a necessidade de ampliar a diversificação comercial e reduzir dependências estratégicas. “Em relação à necessidade de mudanças na estratégia de inserção internacional, é fundamental apostar na diversificação. Desde o ano passado, com questões como o ‘tarifaço’ anunciado por Donald Trump e outras políticas restritivas adotadas por diferentes países, ficou evidente que não podemos colocar todos os ovos na mesma cesta”, afirma.

Segundo ela, o momento atual expõe ainda mais essa necessidade. “Esse cenário escancara a importância de termos uma estratégia mais robusta de diversificação, para que não fiquemos excessivamente dependentes nem de fornecedores nem de importadores. É preciso reduzir a dependência de insumos e, ao mesmo tempo, tentar aproveitar essa instabilidade global para criar oportunidades”, avalia.

Anna Bastos destaca que o Brasil possui vantagens nesse contexto. “O País é reconhecido internacionalmente como um produtor estável e seguro. Por estarmos fora dos principais focos de tensão geopolítica, como o Oriente Médio e o Leste Europeu, podemos nos consolidar cada vez mais como um fornecedor estratégico de alimentos e energia para o mundo”, afirma.

Ela também aponta que a valorização do dólar pode favorecer o agronegócio brasileiro. “Com o dólar mais alto, os produtos agropecuários se tornam mais competitivos no mercado internacional. Isso pode ajudar a compensar, ao menos em parte, o aumento dos custos internos que já começamos a sentir”, conclui.

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