O noticiário qualificado está com um tema recorrente há meses, e que persiste sem aparente solução. Dado que o panorama geopolítico chove no molhado, especialmente por causa da guerra EUA-Israel x Irã, assim como em função das tensões que não acabam entre Rússia e Ucrânia, e todo mundo espera uma redução das instabilidades: A estagflação mundial é certa? A bolha da IA vai explodir então? Quando?
Há mais questões, claro. Mas atenho-me a essas neste pequeno artigo.
Petróleo
Uma tabela que coletei no último dia com as últimas cotações do petróleo Brent, mostra que entre 23/4 a 12/5, as cotações do petróleo Brent, as mais relevantes para efeito de previsão, assim como projeção e predição, variaram, nas últimas dos dias, do mínimo de 99,35 dólares pelo barril (23/4) ao máximo de 114,01 (30/4), e nas máximas de cada dia, nesses dias, de 101,4 a 126,4 dólares pelo barril.
Esses dados comprovam que para qualquer empresa que dependa direta ou indiretamente da evolução dos preços de derivados de petróleo, ou seja, quase todas as empresas da cadeia de produção nos três maiores setores, especialmente o agropecuário e industrial, é absolutamente impossível prever custos, o que afeta gravemente os trabalhos rotineiros, o acompanhamento da concorrência e as possibilidades de expansão.
Geopolítica
Esta gestão Trump trouxe à geopolítica mundial uma nova RealPolitik que, além de desafiar o contexto antigo, conta com a colaboração ativa de todos os outros players envolvidos. A novidade dos últimos meses é que ninguém parece apostar numa opção real a não ser numa escalada previsível ou imprevisível mas sempre perigosa, que pode levar inclusive a risco nuclear, que é o que está impedindo qualquer real avanço nas negociações dos últimos dias (falo em meados de maio de 2026).
Bolha da IA
A inteligência artificial tem sido, nos últimos anos, a maior aposta do setor de tecnologia, acompanhado pelas grandes e médias empresas de todo o mundo, no quesito aumento de produtividade e portanto de lucros para empresas do globo.
Porém, o que atualmente acontece é aumento da concorrência por empresas em parte dependentes de investimentos públicos, disputas em que a geopolítica também influencia fortemente, gastos enormes em datacenters, que são amplamente sujeitos a ataques das populações circundantes, e especulações as mais variadas, especialmente no que diz respeito a regulações em todos os continentes, que ora incentivam a tecnologia e seus isso, pra criam obstáculos, muitos bastante coerentes, ao seu uso sem mediação ou fiscalização. Dela, da IA, não se pode esperar nada realmente definitivo sequer a médio prazo.
Breve “conclusão inconclusiva”
Presos a variáveis no fundo incontroláveis, o mundo não sabe se conseguirá sair de uma estagflação que já está dando as caras. Por enquanto, portanto, a única dica é se segurar firme no que puder, economizar custos e retirar o máximo do que já se tem à mão.

Rodrigo Contrera,
jornalista, especialista em real estate, e ator. Formado em Filosofia e Jornalismo pela Universidade de São Paulo, tendo mais de 25 anos de experiência como jornalista investigativo e técnico.














