No Brasil, é comum ouvirmos a expressão “depois do carnaval” no mundo dos negócios, adiando decisões importantes para o período pós-festivo. Culturalmente, o carnaval se tornou um símbolo nacional, muitas vezes mais reconhecido internacionalmente do que outros aspectos cruciais para o desenvolvimento do país.
A festa, com seus desfiles, blocos de rua, trios elétricos, shows e festivais, é uma celebração pública que abraça frevos, afoxés, maracatus e marchinhas, incorporando novos ritmos a cada ano. O evento busca satisfazer os desejos e anseios, criando um espaço onde máscaras e fantasias simbolizam um equilíbrio entre os participantes eliminando as diferenças, a subversão de papéis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulher e outras práticas semelhantes, é da sua formação original e que é tem uma representação muito forte no Brasil, tudo isso em busca da alegria mesmo que passageira.
É inegável o impacto do carnaval na economia, impulsionando diversos setores e gerando oportunidades de negócios. No entanto, enquanto nos entregamos à folia, é fundamental mantermos os olhos abertos para a realidade econômica do país, sem as máscaras que nos cegam. A recente queda do Brasil no ranking das maiores economias mundiais serve de alerta para a necessidade de ações urgentes.
Não podemos mais nos dar ao luxo de adiar o início do ano para depois do carnaval. Precisamos de uma mentalidade que impulsione o trabalho e o desenvolvimento desde o primeiro dia de janeiro. A liberdade de escolher entre participar ou não da festa é um direito inalienável de cada cidadão, mas a responsabilidade de construir um futuro melhor para o país é um dever de todos.
Precisamos de uma estratégia de marketing tão eficaz quanto a do carnaval, que crie um lema: “para todos os dias e para o mais breve possível”. Devemos trabalhar com o mesmo vigor dos foliões em busca de um Brasil melhor, com produtos de qualidade, mais produtivo, com educação acessível e uma sociedade mais justa. Sem as máscaras da fantasia, mas com a cara limpa e a alma lavada, busquemos um país mais equilibrado. Equilíbrio é tudo para uma nação séria, mas não tão importante para os foliões que querem mesmo é extravasar e em alguns casos, diga-se de passagem, mais exagerados até perder a estabilidade.
O carnaval, com sua capacidade de atrair investimentos e movimentar a economia em um curto período, demonstra o potencial do Brasil. Precisamos estender essa energia para o ano todo, transformando o país não apenas no destino do carnaval, mas em um local de oportunidades de negócios em diversas áreas. Afinal, nem só de festa vive o brasileiro; muitos trabalham incansavelmente para que a folia seja um sucesso e para construir um futuro próspero para todos.
Aproveitando o gancho do carnaval, vemos que ele proporciona oportunidades de marketing para as marcas alavancarem os negócios em terras tupiniquins. Vamos reforçar o marketing do Brasil com ações que o transforme no país não somente do carnaval, mas sim num país de oportunidades de negócios nas mais variadas cadeias produtivas como acontece no curto período de carnaval para o ano todo, afinal nem só de festas vive o brasileiro, além dos que pulam carnaval existem aqueles que precisam fazer acontecer para que inclusive a própria festa seja exitosa.

Fábio Rasi,
Autor e escritor. Mentor de futuros autores. Autor do livro “Minha Avó era Coach e Eu não Sabia”