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A deepfake do cara de pau brasileiro

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
fevereiro 28, 2026
em Artigos
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A elite preguiçosa vence sempre
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Do pau-brasil ao cara de pau, já são 525 anos. O Brasil, curiosamente, no ano 1500, ganhou o nome de uma árvore, Paubrasilia echinata, alcunha científica do pau-brasil, uma árvore nativa da Mata Atlântica. E não é que foi se desenvolvendo um País envolto neste branding, nesta narrativa, até chegar aos caras de pau que formamos.

E já nos dias de hoje, lá vem a internet com a tal da deepfake, um tal de “rostos falsos” possibilitados pelas novas e sofisticadas tecnologias de inteligência artificial, que usa a imagem de uma pessoa, sobrepondo voz e rosto, criando uma realidade paralela – ou seja, quem está ali não é o dono daquela cara, mas um computador simulando. É crime, claro. 

O deepfake é usado para enganar, de vender produto a pedir voto, tem mil e uma utilidades – criminosas, porque não se usa o rosto alheio sem autorização para qualquer objetivo que seja. A dona do Instagram e Facebook anunciou processos recentes contra golpistas que usaram imagem de gente famosa, de médico a influenciadores, para vender produtos fraudulentos. 

Nem tudo que você vê na internet é verdade. Aliás, um dia vamos inverter a frase: nem tudo que você vê na internet é mentira – tamanha será a difusão de fake que se tem chegado, e com imensa margem, para crescer.

No Brasil, a deepfake quase travou. É que tem uma concorrência orgânica com o cara de pau, que vai de celebridade a vereador, de artista a ministro de tribunais. Tem de ligar o olho em grau máximo para saber se o sujeito que tá ali, sendo transmitido na TV, fazendo cara de paisagem (repito, vai do mais alto cargo da Justiça, do Parlamento ou Executivo até o Zé Mané preso por roubar um Ki-Suco no supermercado), é gente ou robô, tamanha a perfeição da cara de pau.

Mente ou omite a falar sem mudar de cor, sem gaguejar (quando fala). O pau-brasil originou os seres cara de pau, espécime incomum na humanidade e que carece de maiores estudos científicos. Neste ponto, o Brasil colocou a tecnologia no bolso. O que gastaram bilhões de dólares e milhões de semicondutores, algumas muitas figuras tupiniquins fazem só ligando o DNA Paubrasilia.

A desfaçatez é tamanha que engana o olho desatento. Aquele ministro, sóbrio, é um robô ou é ele mesmo? É deepfake ou um autêntico Paubrasilia analógico dando o olé no turbinado digital? Essa concorrência desleal assustou a nova tecnologia.

Mas, vamos lá, do pixel ao cinismo, é bom refletir se estamos seguindo um caminho saudável para nossa formação social ou se isso é da nossa natureza social. O objeto analisado, o brasileiro, não é um deepfake pré-histórico. Acredito mais que a natureza pacífica ou reprimida da sociedade criou uma parcela menor (mas poderosa) para o padrão bandido-estátua, que segue aquele conselho dos ladrões ancestrais: “faz de morto, fica quieto que passa. Amanhã terá outra notícia bomba e sua m** vai ser arquivada”.

Assim, isenta-se a maior parte da sociedade brasileira da escrotidão dos caras de pau com mandato em vigor.

O problema é que, no Brasil, normalizou-se o descaramento, que, na etimologia, talvez chegue a “aquele que perdeu a cara”. É isso que estamos vendo: pessoas descaradas, paisagens de terno, toga ou fardas, que vão e vêm como deuses da razão, mas são imperturbáveis seres da nossa história recente, que pouco ligam se são o que são ou se são lixo mesmo. 

Pagariam uns trinta reais (eu não tenho tanta grana) para saber qual a autoimagem que vem na cabeça de um destes grandões (que gíria maravilhosa) quando ele pensa em si, à noite, vendo a última edição do jornal da noite, que faz o resumo do dia. Eu pagaria trinta conto para saber o que ele vê quando se olha no espelho – orgulho ou escárnio puro? 

Aos nossos robôs humanos, pobres mandatários encarniçados e podres, o nosso escárnio. Que vivam seu autoengano por dinheiro e luxo, mas nunca vão dormir sem remédio com medo da polícia ou do julgamento público – que até fingem que não, mas se incomodam. Abra seu champanhe e fume seu charuto hoje, porque amanhã pode não ter, na cela. Abraços e que venha o mês de março.

Leandro Resende,

editor-chefe da Leitura Estratégica.

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