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Início Negócios

Zahran assume controle do Grupo Jaime Câmara

Operação marca uma das maiores mudanças da história da mídia regional no Centro-Oeste

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
maio 23, 2026
em Negócios
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Zahran assume controle do Grupo Jaime Câmara
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Por Rafael Vaz 

Durante décadas, em Goiás e Tocantins, a comunicação teve um sobrenome que atravessou governos, crises políticas, transformações econômicas e mudanças tecnológicas. O Grupo Jaime Câmara não foi apenas um conglomerado de mídia. Tornou-se uma das estruturas de maior influência regional do País, ajudando a moldar debates públicos, construir narrativas políticas e acompanhar a própria formação da identidade contemporânea dos dois estados.

Por isso, a assinatura da operação de venda do controle acionário do grupo para a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), ligada ao Grupo Zahran, anunciada na noite da última quinta-feira, 21, ultrapassa o ambiente empresarial. A transação representa o encerramento de um ciclo iniciado em 1935 e inaugura uma nova configuração de poder na comunicação do Centro-Oeste brasileiro.

A operação envolve a Rede Anhanguera de Televisão, os jornais O Popular, Daqui e Jornal do Tocantins, além das rádios Executiva FM, CBN Goiânia, Moov FM e Araguaia FM. Veículos que, por décadas, ocuparam posição central na formação da opinião pública regional.

No comunicado divulgado ao mercado, os grupos afirmam que a união das operações de Goiás e Tocantins com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul formará “a maior rede afiliada de comunicação do país”. A nota também destaca que a transação foi estruturada para garantir “continuidade operacional e governança sólida”, em uma tentativa clara de transmitir estabilidade em meio à mudança histórica.

O texto divulgado pelo Grupo Jaime Câmara procura reforçar a dimensão simbólica de sua trajetória. Segundo o comunicado, a empresa construiu “uma reputação sólida baseada em excelência operacional, inovação constante e um compromisso genuíno com a sociedade, colaboradores, clientes e fornecedores”. A nota acrescenta ainda que o legado dos fundadores representa “uma contribuição significativa para o desenvolvimento social, político e econômico” de Goiás e Tocantins.

A fala do presidente do grupo, Jaime Câmara Júnior, também carrega forte peso institucional e emocional. “Após mais de 90 anos, os principais sentimentos são de agradecimento à sociedade goiana e tocantinense, aos nossos colaboradores e clientes, e de confiança pelo cuidado que tivemos na escolha dos novos controladores”, afirmou.

Embora o controle acionário passe para a Rede Matogrossense de Comunicação, a Revista Leitura Estratégica apurou que a holding da família Câmara permanecerá na estrutura societária do grupo, com participação de 15% após a conclusão da operação.

Fachada da TV Centro América, do Grupo Zahran, em Cuiabá

O fim de um modelo histórico

Durante boa parte do século 20, grupos familiares de mídia exerceram enorme influência nos estados brasileiros. Em Goiás, o Grupo Jaime Câmara tornou-se talvez o exemplo mais emblemático dessa lógica: uma estrutura empresarial regional fortemente associada à televisão aberta, ao jornal impresso e à centralidade da informação tradicional.

Esse modelo, porém, passou a enfrentar pressões crescentes nos últimos anos. A fragmentação de audiência, a migração da publicidade para plataformas digitais e a ascensão das redes sociais alteraram profundamente o mercado de comunicação. Empresas tradicionais passaram a disputar atenção não apenas entre si, mas também com algoritmos, plataformas globais, influenciadores e novos formatos de consumo de conteúdo.

A venda do Grupo Jaime Câmara acontece justamente nesse contexto de reorganização estrutural da mídia regional brasileira. O movimento indica que, diante das novas exigências tecnológicas e econômicas, grupos históricos passaram a buscar escala operacional, integração regional e fortalecimento financeiro para continuar competitivos.

O avanço estratégico do Centro-Oeste

A aquisição também revela outro fenômeno importante: o fortalecimento econômico e político do Centro-Oeste. Historicamente, o eixo da comunicação brasileira esteve concentrado entre Rio de Janeiro e São Paulo. Nos últimos anos, porém, o crescimento econômico da região, impulsionado pelo agronegócio, logística e expansão urbana começou a reposicionar o Centro-Oeste como território estratégico para investimentos e influência.

A fala do presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto, traduz exatamente essa percepção. “O Brasil olha para essa região e vê o celeiro do mundo. Nós, que somos daqui, vemos uma economia dinâmica, em constante expansão, e histórias de sucesso que merecem ser contadas”, afirmou.

A Rede Matogrossense de Comunicação já atua desde 1965 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, operando veículos de televisão, rádio e plataformas digitais. Assim como a Rede Anhanguera, também mantém relação histórica com a Globo há mais de cinco décadas.

Na nota conjunta, a RMC afirma que chega à operação com “capacidade financeira, expertise operacional e visão de longo prazo”, além da intenção de “fortalecer ainda mais sua presença no mercado e conexão com o público”.

A sinalização é clara: o objetivo não é apenas preservar ativos históricos, mas construir um bloco regional de mídia mais integrado e competitivo em um ambiente cada vez mais digitalizado.

Caio Turqueto

Muito além da televisão

Embora o impacto simbólico da venda esteja associado principalmente à Rede Anhanguera, o verdadeiro desafio da nova estrutura vai muito além da televisão aberta.

Hoje, a disputa pela relevância ocorre em múltiplas plataformas e exige velocidade, integração tecnológica e capacidade constante de adaptação. O consumo de informação mudou, os hábitos do público mudaram e os modelos de receita também.

Nesse cenário, grupos tradicionais passaram a enfrentar uma questão decisiva: como preservar influência regional sem perder competitividade diante das plataformas digitais globais?

A resposta ainda será construída nos próximos anos.

Por enquanto, o discurso institucional aposta em continuidade. “Acreditamos que esta operação representa um movimento estratégico altamente positivo”, afirma a nota conjunta divulgada pelos grupos. O texto também reforça expectativa de “continuidade, crescimento e excelência”, preservando “os valores que sempre nortearam” as empresas.

Mas operações desse porte costumam produzir mudanças que vão além das estruturas acionárias. O mercado acompanha atentamente possíveis impactos sobre redações, estratégias digitais, cultura organizacional, integração operacional e posicionamento editorial.

O anúncio, feito justamente no Jornal Anhanguera — um dos produtos mais emblemáticos da empresa, reforçou o peso simbólico do momento. A notícia sobre a venda foi comunicada ao mesmo público que, durante décadas, ajudou a consolidar a força e a influência do grupo.

No fim, talvez a principal questão aberta não seja apenas quem passa a controlar os veículos. Mas como será o futuro da comunicação regional em um tempo em que tradição, sozinha, já não basta para garantir permanência, relevância e influência.

Câmaras, quase um século à frente da comunicação em Goiás

Por Leandro Resende 

Os principais capítulos da história de Goiás nos últimos 90 anos foram contados em páginas de papel-jornal e registrados pela cobertura factual de centenas de jornalistas. Nestas milhões de folhas de papel-jornal do O Popular, nas centenas de milhares de horas captadas pelas ondas das TVs e rádios Anhanguera e/ou CBN, com suas variações de marcas, como Folha de Goiás, Rádio Anhanguera, Daqui, Executiva, Jornal do Tocantins, entre outros, estão ali a base, o insumo e o melhor espelho de uma capital que teve, desde seus primeiros dias, o registro passo a passo de sua vida, assim como de um Estado jovem e tímido de registros históricos, que tem nos veículos do Grupo Jaime Câmara a sua mais longa hemeroteca de fatos e documentos.

Primeiras sedes dos jornais da família Câmara: A Razão, ainda na Cidade de Goiás, na e O Popular, em Goiânia

Mas a jornada quase centenária do Grupo Jaime Câmara começa na Rua Americano do Brasil, no Centro da Cidade de Goiás, em um casarão de estilo português, um dos primeiros construídos com tijolos em Goiás, nos anos iniciais do século passado. 

O casarão foi erguido pelo português Alípio Mendes, mas entre seus primeiros donos, nos anos 1930, viria a ser ocupado por Jaime Câmara e a sua família. Aliás, era este o nome da tipografia e papelaria J. Câmara e Irmãos. A empresa foi criada em 1935, em sociedade com Henrique Pinto Vieira. 

O imóvel, que tem um brasão português em sua fachada, foi casa e empresa dos Câmaras. Na parte de cima, morava a família e, embaixo, ficava a papelaria e tipografia (hoje, chamaríamos de gráfica). 

Ali, era a redação do jornal da família, A Razão, além de ter rodado outros jornais da cidade que contratavam a gráfica dos Câmaras, Jaime e Joaquim, migrantes nordestinos, vindos do Rio Grande do Norte, que logo se incorporaram a Goiás e já conquistaram, na antiga capital, o seu espaço.

O jornal defendeu a Revolução de 1930, que colocou fim à República Velha no Brasil e levou Getúlio Vargas ao poder. Logo, os Câmaras seriam aliados de Pedro Ludovico em Goiás.

Como Henrique Vieira tinha outros negócios, entre eles uma casa bancária, sai da sociedade e o controle da empresa foi assumido pelos irmãos Jaime Câmara, Joaquim Câmara Filho e Vicente Rebouças Câmara, em 1937, quando foi transferida para a nova capital, Goiânia, e se tornou a empresa J. Câmara e Irmãos. 

A Razão era o pioneiro veículo da família, que já desenhava o que viria a ser um dos CNPJs mais antigos em atividade da história do Estado – com a peculiaridade de estar, há nove décadas, três para quatro gerações, com a mesmo grupo familiar.

Com a fundação de Goiânia, os Câmaras são uma das primeiras famílias a migrar para a nova capital, coordenando a divulgação da cidade no País, sendo aliados diretos de Pedro Ludovico Teixeira. No antigo endereço da Cidade de Goiás, funciona hoje o Museu Goiano do Registro Empresarial, da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), e a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade de Goiás. 

A família não traz da Cidade de Goiás o jornal A Razão. Opta por fundar, em 1938, um novo jornal, O Popular, que viria a se tornar o principal veículo de comunicação do Estado. A sede do jornal (e da gráfica) ocupava um prédio destaque em centenas de fotos históricas de Goiânia, na Avenida Goiás, um dos imóveis ícones de implantação da capital. 

Jaime e Joaquim atuam diretamente na divulgação do Estado, ocupando também posições políticas. Joaquim Câmara Filho era engenheiro agrônomo e jornalista, e foi nomeado, em 1933, prefeito de Pires do Rio pelo então interventor de Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. Antes, fora prefeito de Paracatu (MG), onde se casou com Hilda Soter. Câmara Filho morreu jovem, em 1955. 

Os irmãos Jaime Câmara e Joaquim Câmara Filho

Jaime e Joaquim Câmara foram presidentes, por três mandatos, da Associação Comercial (Acieg), nos anos 1940, e Jaime, da Fecomércio. Entre 31 de janeiro de 1959 e 31 de janeiro de 1961, Jaime foi prefeito de Goiânia. Em 1966, elege-se suplente de deputado federal, pela Arena. Em 1968, elege-se deputado federal, mas tem o mandato cassado pelo Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968. Volta à política só em 1982, eleito pelo PDS. Morreu, aos 80 anos, em 1989.

Ao contrário de Jaime e Joaquim, a segunda e terceira gerações dos Câmaras se distanciaram dos cargos políticos e focaram nos negócios, fundando novos canais de comunicação – chegando a ter, em determinado momento, quase trinta veículos, entre rádios, jornais e TVs em Goiás, Tocantins e Distrito Federal.

Jaime Câmara Filho, principal acionista da família, assumiu por décadas a condução do grupo, entre os anos 1980 e 2010, passando ao filho Cristiano Câmara o comando da Organização Jaime Câmara (OJC), em 2013. Anos depois, a empresa promove uma reformulação, passando a se chamar Grupo Jaime Câmara, com os membros da família se posicionando no Conselho de Administração, e com um executivo à frente da gestão da empresa. Breno Machado, que já havia atuado na OI Telemar e na Vale, entrou no Grupo Jaime Câmara em 2004, passou pelos cargos de CFO e vice-presidente, e, em 2016, assumiu o cargo de CEO, mantendo- se até hoje.

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