• Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Revista STG
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Revista STG
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Início Artigos

Um idiota em inglês não é melhor do que eu e vocês

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
dezembro 27, 2025
em Artigos, Blog
0
Um idiota em inglês não é melhor do que eu e vocês

Crédito: Freepik

0
COMPARTILHAMENTOS
123
VISUALIZAÇÕES
Share on FacebookShare on Twitter

Nesta semana, um colega protagonizou uma cena nelsonrodrigueana, digna de A vida como ela é, no Superior Tribunal de Justiça.

Diante da experiente ministra Nancy Andrighi, o colega despejou um back to back para descrever um tipo específico de cláusula contratual. A Ministra, com a ironia e com a sagacidade de quem queria causar reflexão, cortou logo na raiz: "Eu gostaria tanto de saber em português como é, doutor".

Bem. Eu até nem deveria, mas – por precaução (você me conhece) – vou esclarecer, para não ficarem dúvidas. É óbvio. Repito. É óbvio que a Ministra e a assessoria conhecem cláusulas back to back. Pressupor isso é questão de respeito ao Tribunal. Ademais, é evidente também que não estou aqui a fazer qualquer crítica pessoal ou profissional ao colega advogado. É evidente que a crítica aqui não é a ele ou à prestigiada advocacia brasileira. Repito: é evidente que não é. O que importa, neste texto, é a reflexão.

Pois bem, o caso bombou (como alguns gostam de dizer) nas redes sociais, escancarou o retrato de uma cultura deselegante que nos assola a todos e fez-me lembrar a canção “A melhor banda de todos os tempos”, dos Titãs.

É incrível como algumas profissões, principalmente, ligadas ao mundo jurídico e ao mundo empresarial sucumbiram ao excesso de estrangeirismo e à cafonice subdesenvolvida, que é – para quem tem um olhar mais crítico e menos subserviente – uma verdadeira caricatura.
Eu sei que muitos estão lendo este texto e já estão pensando que esse estrangeirismo é normal no mundo dos negócios e no mundo dos faria limers; e que o texto é implicância minha, que é ignorância minha, que é até despreparo meu…

Mas…

Já adianto. Esse pensamento não é inteligente. Sou um estudioso dos negócios. Sou empresário e entendo como funciona o mundo corporativo. Ademais, não tenho qualquer implicância com línguas estrangeiras. Ao contrário, sou um linguista apaixonado por várias delas. Comparar estruturas linguísticas é mais do que um prazer: é um ofício. Ler Shakespeare, Victor Hugo e Garcia Márquez na língua original é muito importante para meu trabalho. Por fim, sou advogado e sei da influência do direito estadunidense em Terras de Pontes de Miranda.

Então, não sejamos ignorantes. O problema não está no uso do idioma alheio em si, mas nesse uso caricato e forçado, que subverte a nossa percepção de Brasil; que ridiculariza nossa autoimagem como nação culta, soberana e capaz de articular ideias complexas sem mendigar vocábulos estrangeiros, de forma desnecessária.

Nós estamos fazendo do português uma língua de segunda classe, porque – no fundo – nós nos sentimos um povo de segunda classe.

Por favor, admitamos isso. Não inventemos subterfúgios pseudocientíficos para justificar o uso, entre nós, do "business english" como passaporte para a sofisticação. Isso seria uma atitude, além de imoral, constrangedora e covarde.

Ouça esta. Noutro dia, pedi a um sujeito que gosta desse negócio de call, de invite, de rooftop, de insight, de approach e de sale que pudesse conversar comigo em inglês. Resultado. Ele não sabe inglês, mas – mesmo assim – usa esses termos para impressionar.

Esse caso é muito triste, mas é explicável pela antropologia contemporânea. Na excelente recém-lançada obra Coisa de Rico, do pesquisador e antropólogo Michel Alcoforado, há um estudo muito interessante que mostra como nós usamos códigos para acessar lugares privilegiados. A verdade é que o fim da aristocracia e o início da cultura burguesa (a do business pós- Revolução Francesa) tornou-nos estrambólicos, com uma cosmovisão rasteira.

A verdade é que nós tentamos nos convencer de que isso tudo é causa da globalização, mas – no fundo – nós sabemos que é falta de amor próprio; que é falta de “vergonha na cara”, como dizia meu avô.

A verdade é que, no fundo, nós dividimos as pessoas entre quem foi à Disney e quem não foi, como nos ensinou Ariano Suassuna.

A verdade é que, quando esse assunto é discutido em uma mesa, a nossa resposta interna e sincera é: I don't know. I just know it was like this.
Se é que você me entende…

Pare de ser um emerging market na sua própria língua (rsrs).

Não ache inteligentes essas minhas frases por estarem em inglês. Sabia que a inteligência está é nos pressupostos que você precisa ter para entender a minha ironia nessas frases e no restante do texto. Isso sim é que é digno de respeito. Não é inteligente macaquear palavras em inglês para parecer inteligente ou mais importante.

Portanto, um idiota em inglês NÃO é melhor do que eu e vocês.

Carlos André Pereira Nunes, Linguista, professor, advogado especializado em redação de atos normativos, conselheiro da OAB, diretor da ACIEG e Presidente do Instituto Carlos André.

Tags: BrasilInglêsLíngua inglesaLinguísticaPortuguês
Postagem anterior

O relógio quebrado da Justiça brasileira

Próximo Post

O que fica quando as festas acabam

Leitura Estratégica

Leitura Estratégica

Próximo Post
O que fica quando as festas acabam

O que fica quando as festas acabam

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique conectado

  • 23.9k Followers
  • 99 Subscribers
  • Tendências
  • Comentários
  • Mais recente
Riscos invisíveis no agronegócio goiano

Riscos invisíveis no agronegócio goiano

fevereiro 7, 2026
Perfil: Silvana de Oliveira

Perfil: Silvana de Oliveira

setembro 13, 2025
Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

agosto 23, 2025
Lei dos Super-ricos? Mais um Frankenstein tributário

Lei dos Super-ricos? Mais um Frankenstein tributário

dezembro 6, 2025
Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

0
Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

0
Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

0
Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

0
Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

março 28, 2026
Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

março 28, 2026
Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

março 28, 2026
Goiânia: capital da motovelocidade no Brasil 

Goiânia: capital da motovelocidade no Brasil 

março 28, 2026

Notícias recentes

Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

março 28, 2026
Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

março 28, 2026
Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

março 28, 2026
Goiânia: capital da motovelocidade no Brasil 

Goiânia: capital da motovelocidade no Brasil 

março 28, 2026
Revista STG

Trazemos as notícias mais relevantes, atualizadas e importantes do mercado, tudo em um só lugar.

Siga-nos

Navegar por categoria

  • Accountability
  • Advocacia
  • Almanaque Estratégico
  • Artigos
  • Blog
  • Capacitação
  • Carreira
  • Consumo
  • Direito
  • Diretoria
  • Empresas
  • Ensaio
  • Entrevista
  • Especial
  • Eventos
  • EXECUTIVOS: LINHA DE FRENTE
  • Expansão
  • Justiça do Trabalho
  • Legislação
  • Mercado de Luxo
  • Negócios
  • Perfil
  • Premiação
  • Revista
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Últimas

Notícias recentes

Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

Mulheres estudam mais, trabalham mais e seguem enfrentando desigualdades

março 28, 2026
Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

Perfil: Marcelo Cordeiro Silva

março 28, 2026
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.