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Início Perfil

Perfil: Xexéu

“A música sempre foi a minha primeira opção, foi um dom muito forte. Me fez perder a timidez, socializar e ter contato com as mais diversas camadas sociais”

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
fevereiro 7, 2026
em Perfil
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Perfil: Xexéu

Fotos: Arquivo pessoal

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Por Rafael Mesquita

A primeira lembrança que tem de carnaval foi aos 6 anos de idade, fantasiado de pirata, roupa confeccionada pela mãe, dona Elizena. Era uma tradição da família frequentar as matinês do Jóquei Clube, no Centro de Goiânia. O pai, seu Jovino, também era um entusiasta da festa e queria passar essa cultura para os filhos Roberto e Humberto. “Eu adorava as marchinhas, as letras e com certeza aquilo me influenciou muito”, acredita Roberto Célio Pereira (62 anos), ou simplesmente Xexéu, como ficou conhecido posteriormente. 

Mesmo passando grande parte da infância e da adolescência envolvido com os bailes de carnaval, o fundador de um dos principais grupos de samba de Goiás, o Nóys é Nóys, só se arriscou a cantar na tradicional festa pela primeira vez por “obra do destino”. 

Ele tinha 18 anos de idade, havia criado o Nóys é Nóys há pouco tempo e foi convidado por um amigo a participar da festa de carnaval do clube da Caixego, no Morro do Além, em Goiânia. Era o segundo dia de festa e o vocalista do conjunto musical que animava o baile durante os quatro dias já estava afônico. “Um dos músicos me conhecia e me indicou para cantar. Fiquei na dúvida se conseguiria cumprir a missão, mas aceitei e foi uma das noites mais lindas da minha vida”, emociona-se. O sucesso foi tanto que Xexéu foi contratado para tocar nos outros dias de folia.  

A partir dali, o músico não parou mais. Nos primeiros anos, foi contratado por outra banda para tocar no Carnaval do interior de Goiás. “Aquilo me deu uma bagagem muito grande para encarar o desafio. Daí, pensei: precisamos incluir o Nóys é Nóys nesta linda festa”, explica. E assim foi feito. Os primeiros carnavais do grupo que criou foram nos tradicionais bailes dos clubes de Goiânia. “A folia naquela época era nesses locais. Havia uns 15 clubes na capital com salões lotados”, destaca.

O sucesso do samba e das marchinhas foi aos poucos cedendo espaço para o Axé baiano na década de 1990. Xexéu se recorda bem deste período: “Aquilo foi o fim dos carnavais de clube e da própria folia em Goiânia. O povo queria ir para as ruas e migrou para as festas no interior do Estado, deixando a capital praticamente vazia”. 

O Nóys é Nóys teve que se adaptar e tocar os sucessos que embalavam os foliões Brasil afora. O grupo animou o público nos carnavais de Gurupi (TO), Porangatu, Jaraguá, Caldas Novas, Três Ranchos e São Simão. Mas foi após um desses eventos em Palmeiras de Goiás, já nos anos 2000, que veio a decisão do líder do conjunto musical. 

Em um churrasco para comemorar o trabalho realizado, Xexéu foi certeiro na fala aos companheiros de banda: “Esse foi o meu último carnaval”. Os colegas acharam que ele estava brincando, principalmente após o sucesso nos últimos anos. “Eu expliquei que não dava mais conta de subir ao palco e cantar os modismos ruins de carnaval que as pessoas gostavam”, relata. Na ocasião, o cantor citou aos companheiros as referências musicais que sempre teve na música e sentiu que estava perdendo a própria identidade como artista. “O mais legal é que todos me apoiaram, por isso decidimos, a partir dali, retomar a nossa essência”, explica.

Carnaval dos Amigos e Bloco do Zé Ferino

Justamente nesse período, havia sido criado, poucos anos antes, em Goiânia, o bloco de pré-carnaval conhecido como Carnaval dos Amigos. A ideia era resgatar as tradicionais marchinhas carnavalescas do passado. “Eu fiquei encantado com esse movimento iniciado pelo advogado Rener Bilac”, destaca. A convite do amigo Jairo Faleiro e do cartunista Jorge Braga, decidiu integrar a festa com o bloco do Zé Ferino. Logo no primeiro ano, a crise na Avestruz Master o inspirou a escrever e compor, ao lado de Jorge Braga, a marchinha bem-humorada que embalou os foliões naquele pré-carnaval: “Credo em cruz, credo em cruz, eu não quero que me falem dessa tal de Avestruz”. Xexéu percebeu que aquilo foi uma guinada na carreira do Nóys é Nóys. “Vimos que era isso que precisávamos. Fechamos algumas portas, mas abrimos outras. Voltamos às nossas origens”, acredita. 

Nos últimos anos, criou o próprio bloco de carnaval denominado Pedacinho do Xéu, referência ao chorinho Pedacinho do Céu e ao nome artístico do próprio cantor. Com os blocos dos Amigos e do Café Nice, lotam o salão e depois saem às ruas da cidade, sempre um sábado antes do carnaval. Embalados com muita marchinha, samba e frevo. 

O artista avalia que o movimento mudou a cara do pré e do próprio carnaval de Goiânia. “Se lá atrás o goianiense deixava a cidade totalmente fantasma, hoje não precisa mais viajar para pular carnaval. Olhe quantas oportunidades foram criadas. Para se ter uma ideia, na quarta-feira de cinzas do ano passado, o Nóys é Nóys já havia fechado as apresentações da folia deste ano”, destaca.

Ele acredita que o resgate do carnaval tradicional tem influenciado inclusive os jovens da capital. “O samba voltou para arrebentar e com uma meninada nova que é ainda melhor do que fomos, porque diferente de nós, eles são acadêmicos, conhecem a fundo a teoria da música”, reflete. 

Deixando a modéstia de lado, Xexéu tem orgulho de ser considerado uma influência para muitos desses jovens sambistas da capital. “Eles me chamam, pedem opinião. Se hoje Goiânia respira tanto esse gênero musical, é porque existe o Nóys é Nóys e o Carnaval dos Amigos”, acredita. 

Festivais da juventude

Atualmente Xexéu é respeitado pela juventude do samba em Goiânia. Já em 1980, ele era o jovem que buscava espaço com outras promessas da música goiana. O festival Comunica-Som, realizado no Ginásio Rio Vermelho e idealizado para revelar novos talentos estudantis da música, foi o primeiro grande palco do grupo Nóys é Nóys, formado por amigos estudantes do Colégio Agostiniano. 

Quando foi inscrever as próprias músicas (Inversão e Samba de Botequim) no evento, Xexéu não sabia o que dizer quando lhe perguntaram qual era o nome do grupo que iria se apresentar com aquelas canções. Foi preciso uma reunião entre os colegas para definir como o conjunto musical seria chamado. “Apareceu cada nome, não estávamos em um dia criativo. Até que um amigo que estava conosco, mas não fazia parte do grupo, disse: “Caramba, coloca qualquer nome, afinal Nóys é Nóys e pronto!!'”, se diverte Xexéu. 

A concorrência seria forte para uma banda iniciante de colégio: Pádua, Genésio e Juraildes, Braguinha Barroso, Bororó, Fernando Perillo, Marcelo Barra, João Caetano e Gustavo Veiga estavam entre os nomes. Nada que abalasse os garotos do Colégio Agostiniano. Muito populares na escola, os músicos conseguiram mobilizar uma turma de amigos que fez muito barulho no Ginásio e venceu o troféu de melhor torcida. Para os meninos do Nóys é Nóys, ficou a honra de ter a música Samba de Botequim entre as nove  premiadas com o segundo lugar. A vencedora  foi “No Bolso do Paletó”, samba interpretado por Marcelo Barra. 

A partir daí, o Nóys é Nóys não parou mais. Foram vários convites, mas no início nada profissional. Apenas em 1983, o grupo recebeu o convite para ganhar um cachê e tocar nas noites do Travessia Bar, localizado no Setor Oeste. “O problema é que ainda éramos menores de idade. Mas cada um deu um jeito. No meu caso, o dono do bar conversou com a minha mãe e ofereceu para me buscar em casa e deixar de volta assim que acabasse o show”, recorda. 

Goiânia vivia um momento de efervescência musical. Havia muito samba, MPB e música regional nos bares da cidade e o Nóys é Nóys juntamente com outros artistas da época agitavam as noites da capital. “Qualquer lugar que você fosse na cidade, se respirava música boa. Era um movimento musical muito forte em que, através da arte, a juventude entendia o estado, o país e o mundo”, relembra. 

Vida e empreendedorismo

O apelido Xexéu, Roberto Célio ganhou aos 6 anos de idade, quando, em uma festa de família, pegou um cabo de rodo e cantou uma música interpretada pelo cantor Wanderley Cardoso. Ao ver aquela cena, um amigo da família não perdeu a oportunidade de brincar: “Olha o Xexéu cantando!”. Ele fazia alusão a um pássaro comum no norte goiano, de peito amarelo e canto peculiar, que tem como característica cantar imitando os outros pássaros. Pronto, o apelido “pegou” e Roberto se tornou Xexéu. Nascido em Goiânia, o artista viveu parte da infância no Setor Aeroporto, bairro do Colégio Agostiniano, em que estudou da alfabetização ao terceiro ano do segundo grau, e parte no Setor Fama. Perdeu o pai com apenas 11 anos de idade, vítima de um AVC. Quando faleceu, Jovino Pereira tinha apenas 44 anos. 

O pai já tinha uma trajetória na advocacia, o que influenciou Xexéu e o irmão Humberto a prestarem vestibular para Direito. “Na verdade, eu queria fazer História, mas pelo sucesso do meu pai na profissão e por influência da família da então namorada, que também atuava na área, acabei decidindo fazer o curso”, explica. Mesmo concluindo Direito na Universidade Católica, Xexéu nunca foi buscar o diploma. “Ainda assim, acredito que seja um curso fantástico, que todos deveriam fazer”, avalia.

O fato é que, na época, além do conjunto musical, o artista já vivia uma carreira meteórica como bancário do Banco Nacional. Em apenas dois anos, tornou-se gerente. Ele estava focado na carreira, mas sabia que aquilo seria passageiro. “A música sempre foi a minha primeira opção, foi um dom muito forte. Me fez perder a timidez, socializar e ter contato com as mais diversas camadas sociais”, acredita. 

Dom que já podia ser percebido aos 12 anos de idade, quando aprendeu a tocar violão sozinho, apenas observando livrinhos que ensinavam as cifras musicais. Um dia, sentado em uma praça do Setor Fama, um homem o ouviu tocar e ofereceu aulas particulares. Foram três meses de ensinamentos, suficientes para aprimorar a técnica do garoto e incentivá-lo a continuar. 

Aos 15 anos, Xexéu começou a dar aula de violão e ajudar nas despesas de casa. Logo, estava tocando nas missas da Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Praça do Avião. Uma experiência e tanto. “Foi o primeiro microfone que cantei. Foi primordial na minha formação, comecei a ter acesso a amplificadores e instrumentos”, recorda.            

A influência musical dos pais contribuiu para que conhecesse bem o repertório de sambistas como Cartola, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Adoniran Barbosa. As músicas desses artistas embalaram as primeiras apresentações para animar as festinhas de aniversário de familiares. Primeiro de forma solo, pouco depois com o grupo de amigos do Colégio Agostiniano, embrião da banda que se consagrou nos carnavais de Goiânia, o Nóys é Nóys.

A família sempre apoiou a sua arte. A mãe, na juventude. Hoje, o incentivo maior é da esposa, Daniela, com quem é casado há 15 anos. “Quando ela está nos shows, o astral e a apresentação ficam até melhores”, afirma. Xexéu tem uma filha, Isabel, do primeiro casamento. Mas considera os filhos da esposa como se também fossem seus: Ana Flávia e Paulo Henrique. 

Na música, o artista afirma que também é um empreendedor. A formação acadêmica e profissional foram fundamentais nesse entendimento. “O Direito me deu um conhecimento de leis e meus 11 anos de banco me fizeram ser mais organizado, vender melhor o produto que tenho em mãos”, avalia. 

Xexéu acredita que o artista precisa cuidar melhor da sua carreira. “É preciso sempre se reinventar, buscar novos projetos,  ter um produtor cultural para trabalhar junto, estar disponível para contatos”, destaca. Visão de negócio que ele busca levar para os colegas músicos. “Muitos não têm esse entendimento, pensam que devem viver apenas o hoje e não vão envelhecer. É preciso administrar essas situações e colocar o nosso trabalho como um produto”, afirma.

Tags: GoiásPerfilSambaXexéu
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