Escrevo diretamente do SXSW 2025, o maior evento de inovação e tecnologia do mundo. Durante 10 dias o evento reúne lideranças globais para apresentar e discutir o futuro do mundo sob diferentes perspectivas, dentre elas a Inteligência Artificial e seu papel no mundo.
Aqui um insight me veio com clareza: ainda estamos tratando tecnologia como ferramenta quando deveríamos estar tratando como um ecossistema. As marcas que entenderem isso sem dúvida reinarão.
Estamos saindo da era do marketing para a era do mutualismo tecnológico – um mundo onde marcas e tecnologia crescem juntas, em vez de uma engolir a outra. O tema não é ‘a inteligência artificial irá substituir nossos trabalhos’ mas sobre o que podemos fazer com ela.
Exemplos não faltam: o Spotify não elimina o papel do DJ, ele o potencializa. A Nike não deixa de projetar tênis, ela usa IA para criar um produto moldado ao corpo do cliente. Marcas de luxo já têm concierges de IA que lembram gostos e humores, construindo relações como os grandes maîtres dos restaurantes de antigamente.
O problema? Muita empresa ainda aposta na IA apenas como um atalho para cortar custos. Mas IA não serve só para vender mais – ela serve para conectar melhor. O que as pessoas querem não é um robô genérico ou um roteiro de atendimento automatizado. As pessoas querem experiências personalizadas, feitas sob-medida, com alma e inteligência.
Quem não entender isso, perde. E rápido. Porque o futuro não espera. Ou sua marca usa a tecnologia para criar relações mais profundas, ou vira só mais um botão de “comprar agora com desconto”.

Ciro Ribeiro Rocha,
fundador da Enredo Brand Innovation.