Por Anna Bastos
Em 2025, comemoram-se os 130 anos das relações diplomáticas Brasil–Japão. Os dois países compartilham uma relação única, construída sobre respeito, cooperação e confiança mútua. Com uma população de mais de 2 milhões de nipodescendentes em solo brasileiro, e uma sólida parceria econômica, os dois países têm muito a oferecer um ao outro — especialmente quando o assunto é internacionalização de empresas.
O Japão é uma potência global: tecnológico, exigente e altamente comprometido com qualidade, eficiência e ética nos negócios. Ao mesmo tempo, vê no Brasil um parceiro estratégico, com riquezas naturais, diversidade produtiva e um povo que une criatividade e resiliência.
Em 2024, Brasil e Japão registraram intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 146,8 milhões. A exportação japonesa para o Brasil é eminentemente composta por partes e acessórios de veículos, instrumentos e aparelhos de medição, motores de pistão e demais produtos da indústria de transformação. O Brasil exporta principalmente carne de aves (frescas ou congeladas), alumínio, carne suína, celulose, café e minério de ferro.
É nesse cenário que surge uma enorme janela de oportunidade para empresas brasileiras que querem crescer no mercado internacional: construir relações sólidas com o Japão — seja por meio de exportação, joint ventures, acordos comerciais ou expansão direta.
Mas para acessar esse mercado, é preciso mais do que vontade. É necessário planejamento, estratégia e um apoio jurídico especializado, que entenda as diferenças culturais, legais e operacionais entre os dois países.
É preciso trabalhar lado a lado com os empresários brasileiros que desejam se posicionar globalmente, com foco especial na construção de pontes com o mercado japonês. Por ser um mercado desenvolvido e muito profissional é importante se preocupar com a elaboração de contratos internacionais, estruturação jurídica para expansão, compliance, avaliação de riscos e todos os cuidados necessários para que a internacionalização aconteça com segurança e com visão de longo prazo.
O cenário político com a visita do presidente Lula ao país e a assinatura de termos de cooperação e acordos comerciais, favorece ainda mais a internacionalização de empresas brasileiras e o intercâmbio econômico. Porém, é importante aprofundar os estudos técnicos de acordo com cada negócio para que os empresários brasileiros possam aproveitar ao máximo as vantagens comerciais que estão sendo estabelecidas e se preparar para atuar em um mercado exigente e culturalmente diverso.
Em um mundo cada vez mais conectado, expandir fronteiras não é mais um luxo, é uma estratégia de sobrevivência e diferenciação. O momento de olhar para fora é agora com planejamento, responsabilidade e ambição equilibrada. É pensar grande, com raízes firmes e olhos no horizonte.

Anna Bastos,
Advogada sócia da Anna Bastos Advocacia
CEO da B21 Import Export