• Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Revista STG
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Revista STG
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Início Artigos

A “antimatemática” da Reforma de 2026

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
abril 25, 2026
em Artigos
0
A “antimatemática” da Reforma de 2026
0
COMPARTILHAMENTOS
1
VISUALIZAÇÕES
Share on FacebookShare on Twitter

A política brasileira é fértil em promessas sedutoras que ignoram a aritmética básica. A reforma de 2026 é exemplo disso. A ampliação da isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil foi vendida como vitória social, mas produziu um Frankenstein legislativo. Ao financiar essa benesse com tributação mal desenhada logo acima da base da pirâmide e sobre dividendos, o governo criou distorções que ferem a eficiência arrecadatória, tensionam a progressividade e desafiam a vedação ao confisco.


A primeira anomalia aparece na transição salarial. O sistema criou uma corcova tributária para quem ultrapassa a faixa de isenção. Um profissional que recebe aumento de R$ 1 mil, passando de R$ 5 mil para R$ 6 mil brutos, descobre que a sua renda líquida não acompanha o crescimento nominal. Nos R$ 6 mil, passa a pagar R$ 299,69 de IR. Somado o aumento do INSS, quase 44% do ganho extra fica retido. A progressividade deveria ser rampa suave; aqui, vira muro contra a ascensão.


Se no salário há corcova, nos dividendos há abismo. A regra que tributa em 10% a totalidade do lucro quando ultrapassado o gatilho mensal de R$ 50 mil é erro primário de técnica legislativa. Um sócio que recebe R$ 50 mil permanece isento. Outro, que distribui R$ 51 mil, é tributado sobre o total e recebe apenas R$ 45,9 mil líquidos. Gerou R$ 1 mil a mais, mas termina com R$ 4,1 mil a menos. A alíquota marginal chega a 510%.


O governo parece ter acreditado que o contribuinte seria passivo nessa engrenagem. Para compensar a perda estimada de R$ 28 bilhões com a nova faixa de isenção, projetou arrecadar R$ 30 bilhões anuais com dividendos. Contudo, os dados do primeiro bimestre de 2026 revelam o erro: R$ 121,7 milhões em dividendos internos, R$ 35,2 milhões em remessas ao exterior, R$ 156,9 milhões no total, apenas 0,5% da meta.


Há ainda efeito colateral sobre a classe média formal. Para trabalhadores na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, o excesso de ônus estimula a troca de salário por benefícios, reembolsos, auxílios, pagamentos indiretos e outras formas de remuneração menos expostas à folha. O que nasceu para arrecadar pode empurrar empresas e empregados para arranjos alternativos e reduzir a base tributável.


Diante de norma pouco inteligente, o mercado reagiu com fracionamento de lucros, represamento de dividendos e reorganizações societárias. O contribuinte lê incentivos, calcula riscos e reorganiza a própria conduta.


A perda com a isenção já se consolidou, mas a arrecadação compensatória não veio. Cresce o risco de nova rodada fiscal para fechar a conta, com o governo recorrendo ao costumeiro saco de maldade. Como o Ministro da Fazenda agora é outro, espera-se que qualquer correção de rota, por necessidade arrecadatória ou prudência técnica, ao menos não ofenda a inteligência do contribuinte. O Brasil não suporta mais reformas que, sob pretexto de justiça social, entregam distorção matemática, insegurança jurídica e punição a quem produz.

Dênerson Rosa,

advogado e sócio fundador da Dênerson Rosa Sociedade de Advogados, com atuação estratégica em Direito Tributário, Empresarial e Societário

Postagem anterior

Edição 75

Próximo Post

Menos modismo, mais essência

Leitura Estratégica

Leitura Estratégica

Próximo Post
Menos modismo, mais essência

Menos modismo, mais essência

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique conectado

  • 23.9k Followers
  • 99 Subscribers
  • Tendências
  • Comentários
  • Mais recente
Riscos invisíveis no agronegócio goiano

Riscos invisíveis no agronegócio goiano

fevereiro 7, 2026
Perfil: Silvana de Oliveira

Perfil: Silvana de Oliveira

setembro 13, 2025
Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

Novo escritório de advocacia alinha direito e estratégia para impulsionar empresa

agosto 23, 2025
Lei dos Super-ricos? Mais um Frankenstein tributário

Lei dos Super-ricos? Mais um Frankenstein tributário

dezembro 6, 2025
Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

Empresa goiana conquista prêmio de maior revenda de irrigação da América Latina

0
Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

Um olhar sobre as relações de consumo no Brasil, China e Panamá

0
Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

Sesc oferece benefícios exclusivos ao trabalhador do comércio

0
Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

Caso Lojas Americanas e a credibilidade das auditorias Big Four

0
Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

abril 25, 2026
Perfil: Lisandro Nogueira

Perfil: Lisandro Nogueira

abril 25, 2026
Perfil: Lisandro Nogueira

Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

abril 25, 2026
Comitiva goiana levou indústria à Hannover Messe, na Alemanha

Comitiva goiana levou indústria à Hannover Messe, na Alemanha

abril 25, 2026

Notícias recentes

Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

abril 25, 2026
Perfil: Lisandro Nogueira

Perfil: Lisandro Nogueira

abril 25, 2026
Perfil: Lisandro Nogueira

Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

abril 25, 2026
Comitiva goiana levou indústria à Hannover Messe, na Alemanha

Comitiva goiana levou indústria à Hannover Messe, na Alemanha

abril 25, 2026
Revista STG

Trazemos as notícias mais relevantes, atualizadas e importantes do mercado, tudo em um só lugar.

Siga-nos

Navegar por categoria

  • Accountability
  • Advocacia
  • Almanaque Estratégico
  • Artigos
  • Blog
  • Capacitação
  • Carreira
  • Consumo
  • Direito
  • Diretoria
  • Empresas
  • Ensaio
  • Entrevista
  • Especial
  • Eventos
  • EXECUTIVOS: LINHA DE FRENTE
  • Expansão
  • Justiça do Trabalho
  • Legislação
  • Mercado de Luxo
  • Negócios
  • Perfil
  • Premiação
  • Revista
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Últimas

Notícias recentes

Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

Empregos agradam, mas os salários deixam a desejar

abril 25, 2026
Perfil: Lisandro Nogueira

Perfil: Lisandro Nogueira

abril 25, 2026
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas
  • Negócios
  • Empresas
  • Carreira
  • Perfil
  • Diretoria
  • Artigos
  • Mercado de Luxo
  • Revista

© 2026 Leitura Estrategica - Desenvolvido por WB Sistem.