O balanço de 2025 para o setor de serviços no Brasil pode ser simbolizado por uma sequência que se tornou comum nas principais cidades: fachadas marcadas por Vende-se, Aluga-se e Contrata-se. Três mensagens simples, mas que, juntas, revelam um cenário de forte tensão econômica e social para quem empreende.
A placa de Vende-se representa o encerramento ou a transferência de negócios que, em muitos casos, eram viáveis, mas sucumbiram à combinação de custos operacionais elevados, carga tributária complexa e dificuldades de acesso a crédito estruturado. Já o Aluga-se evidencia espaços comerciais vazios, refletindo ativos paralisados e cadeias econômicas interrompidas.
Em Goiás, apesar dos desafios, o setor de serviços apresentou crescimento próximo de 3% em 2025, acima da média nacional, com destaque para transportes, turismo, serviços às famílias e atividades empresariais. O estado também registrou forte geração de empregos formais, superando a marca de 70 mil novos postos no ano, consolidando-se como liderança no Centro-Oeste.
Paradoxalmente, a placa de Contrata-se permanece ativa. A escassez de mão de obra qualificada, a alta rotatividade e os impactos dos riscos psicossociais no trabalho tornaram-se entraves relevantes à produtividade.
Ao projetar 2026, o cenário exige cautela e estratégia. O próximo ano tende a consolidar uma fase de seleção natural no setor de serviços, exigindo profissionalização da gestão e valorização do capital humano.

Leo Moreira, CEO da Meta, diretor da Acieg e mestre em Administração de Empresas pela MUST University (EUA)














