2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de Juscimar Ribeiro:
O ano de 2026 desponta como um período de intensas reflexões e desafios para o Direito Administrativo brasileiro. As perspectivas para o setor estão fortemente condicionadas às discussões em torno da reforma administrativa, tema que volta ao centro do debate público com promessas de modernização do Estado, racionalização de gastos, redefinição de carreiras e revisão de regimes jurídicos no serviço público. A busca por eficiência, transparência e responsabilidade fiscal deverá se equilibrar com a preservação de garantias constitucionais dos servidores e da continuidade dos serviços essenciais à população.
Somam-se a esse cenário as expectativas decorrentes das eleições gerais de 2026, que definirão os rumos políticos do país com a escolha de governadores, deputados estaduais, senadores e do Presidente da República. As agendas políticas resultantes do pleito influenciarão diretamente a formulação e a execução das políticas públicas, impactando a organização administrativa, o planejamento estatal e a relação entre os entes federativos.
No âmbito dos estados e da União, esse contexto eleitoral tende a provocar revisões de prioridades administrativas, reestruturações institucionais e novas diretrizes para a gestão pública. O Direito Administrativo, portanto, assume papel central na mediação entre legalidade, governabilidade e interesse público, exigindo dos gestores, operadores do direito e servidores públicos atenção redobrada às mudanças normativas e às exigências de uma administração cada vez mais técnica, eficiente e comprometida com os princípios constitucionais.

Juscimar Ribeiro, Advogado especializado em direito administrativo e constitucional














