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Perfil: Dolzonan da Cunha Mattos

"Iris me oferecia muita segurança no comando da secretaria, eu trabalhava com prazer. Gostava muito dele, e ele de mim. Tenho certeza disso"

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
janeiro 10, 2026
em Perfil
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Perfil: Dolzonan da Cunha Mattos
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Texto: Rafael Mesquita.
Fotos: Arquivo pessoal.

Ele foi um dos principais executivos daquela que foi considerada a maior construtora da América Latina: a Encol. Foram 25 anos de empresa, período em que o anapolino Dolzonan da Cunha Mattos ocupou os mais diversos cargos na companhia goiana.

Em 2 de maio de 1972, quando foi contratado, já almejava crescer dentro da construtora, mas não esperava que tudo seria tão rápido. O cargo inicial foi de engenheiro de obras e a primeira missão seria a construção do edifício Baiochi, no Centro de Goiânia, o primeiro com escada rolante na capital. A cada dois meses, conseguia progressão salarial na empresa. “Gastava só 25% do que ganhava e vivia uma vida nababesca, trocava de carro todo ano”, recorda.

Eram outros tempos, Goiânia vivia um “boom” de construções e havia poucos engenheiros no mercado. Em 1975, com apenas 27 anos, Dolzonan já era gerente técnico da Encol e foi responsável pela construção da sede das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), na BR-153. “Trabalhei full time na obra porque tínhamos um prazo curto para concluí-la, já que o governador da época, Leonino Caiado, queria realizar a entrega antes de deixar o governo”, recorda.

Depois disso, a empresa entrou também no mercado de incorporações. Foi quando Dolzonan atuou na construção de bairros importantes da cidade. Entre eles, o Parque das Laranjeiras e os Conjuntos Fabiana e Aruanã. “Nesse período, a Encol deslanchou em Goiânia e decidiu expandir para Brasília. Depois, montou regionais no Rio de Janeiro e Espírito Santo”, afirma.

Mas um grande desafio surgiu para Dolzonan em 1977. O proprietário, Pedro Paulo de Souza, queria expandir a empresa e o designou a realizar a análise de mercado em várias capitais. “Ao chegar em Belém (PA), eu senti que a bola estava na marca do pênalti”, lembra. Não deu outra. No segundo semestre daquele ano, já noivo da futura esposa, Telma Jayme, Dolzonan se mudou para o Pará para ocupar o cargo de superintendente regional da Encol na cidade.

O engenheiro não desperdiçou a chance na nova moradia. Em oito anos na capital paraense, viabilizou 48 empreendimentos da Encol, entre edifícios e conjuntos habitacionais e comerciais. Até que, em 1985, surgiu o seu maior desafio: a oportunidade de comandar a construtora na nova regional na maior cidade do País, São Paulo.
A batalha para conquistar o cargo não foi fácil, e a concorrência, pesada. Naquele ano, a Encol realizou um chamado para interessados na vaga. A seleção seria feita não só com executivos que já atuavam na companhia, mas com outros profissionais do mercado. Foi então que Dolzonan escreveu uma carta diretamente ao proprietário da empresa, explicando que gostaria de ocupar a nova função, pois queria crescer ainda mais na construtora e enfrentar desafios. “Falei para a minha esposa que existia a possibilidade de mudarmos para São Paulo. Mas eu tinha certeza que seria o escolhido”, afirma.

Dolzonan estava certo. A demonstração de atitude atingiu o efeito esperado. Pedro Paulo de Souza decidiu, juntamente com a direção da empresa, pela contratação dele. Na chegada a São Paulo, “a ficha caiu”. “O avião pousou no aeroporto de Congonhas, vi aquela cidade imensa e pensei: meu Deus, por onde vou começar?”, recorda.

Os desafios fizeram o executivo se dedicar ainda mais. “Mergulhei de corpo e alma naquele projeto, fotografei o mapa de São Paulo na minha cabeça”, explica. Iniciou várias construções pela cidade e decidiu pela compra de cinco obras de alto padrão em andamento de uma construtora paulista que enfrentava dificuldades financeiras. Resultado: no primeiro ano, a regional da Encol na capital paulista se tornou a maior incorporadora do Estado de São Paulo em volume de vendas, blocos e unidades. “A nossa regional, sozinha, também passou a ocupar o primeiro lugar entre as incorporadoras e construtoras do Brasil, representando 40% do total de faturamento da empresa no País”, se orgulha.

Nos anos 1990, a ideia de Pedro Paulo de Souza era internacionalizar a empresa. Foi aberto um escritório em Buenos Aires. Na onda do sucesso da construtora na regional de São Paulo, o nome indicado para comandar o escritório na Argentina era o de Dolzonan. Há cada 15 dias, o executivo estava no país vizinho. Mas a aventura portenha não durou muito. Mesmo com dois empreendimentos lançados, a filial foi fechada. A crise do mercado imobiliário argentino naquele período inviabilizou o negócio.

Ainda na década de 1990, a direção da construtora foi além. Queria montar um escritório em Miami, nos Estados Unidos. Dolzonan foi à América do Norte realizar uma pesquisa sobre o mercado local. “Na época, eu percebi que a Encol já sinalizava que poderia ter problemas financeiros, então recomendei ao Pedro Paulo que deveríamos diminuir os gastos e não investir nos Estados Unidos para que não entrássemos em uma zona de risco”, explica.

Os tempos de glória da maior construtora da América Latina chegaram ao fim. A crise veio e resultou em obras inacabadas, 23 mil funcionários sem emprego, prejuízo para 40 mil mutuários em todo o País e rombo de R$ 2,5 bilhões. Em 1996, o Banco do Brasil assumiu o processo de renegociação do passivo da empresa, resultando no afastamento de Pedro Paulo da função de presidente-executivo.

Com as mudanças, Dolzonan deixou a Encol em 1997, encerrando um ciclo de 25 anos. “Ficou a sensação de que poderiam ter sido implantadas ações para evitar o que aconteceu”, avalia. O ex-executivo acredita que vários fatores contribuíram para a derrocada da companhia goiana. “Expansão exagerada e planos econômicos desastrosos no País. Ainda houve a falta de agentes financeiros para financiar os empreendimentos, o que obrigou a empresa a tocá-los com recursos próprios. Economicamente, íamos bem, mas financeiramente, não”, acredita. Em 1999, foi decretada a falência. Era hora de Dolzonan recomeçar a vida.

Recomeço e retorno a Goiânia


A bagagem como executivo do mercado imobiliário fez com que Dolzonan logo recebesse um convite da empresa goiana Emsa Construtora. Mas o recomeço, após o longo período de Encol não seria inicialmente no Estado em que nasceu. Ele continuou em São Paulo, onde se tornou diretor de negócios imobiliários do escritório da companhia na capital paulista. Em oito anos de casa, foi responsável por importantes obras realizadas em todo o País, entre elas, a continuidade da implantação do Pontão do Lago Sul, um dos maiores centros de lazer e entretenimento de Brasília.

Finalmente, chegou a hora de voltar para casa. No retorno a Goiás, criou a empresa de consultoria e gestão de empreendimentos DCMattos Engenharia e Participações. E voltou para o mercado imobiliário como corretor de imóveis.

Após 27 anos vivendo fora de Goiás, Dolzonan encontrou no Estado em que nasceu um local onde se sente verdadeiramente em casa: o Clube de Engenharia. “Me convidaram, encontrei vários colegas e ex-alunos (dos tempos em que foi professor da UFG) e logo comprei uma ação”, afirma. Se tornou vice-presidente social e, em seguida, presidente da entidade. Entre idas e vindas, está no quarto mandato na gestão do clube. “Encaro como empresa, as ações são feitas para não termos problemas de fluxo de caixa. Desde o fim da pandemia, conseguimos aumentar a receita e trazer de volta o associado”, explica.

A mudança de hábitos dos goianienses e da estrutura dos empreendimentos habitacionais na cidade são grandes desafios para conseguir atrair o público. “Os condoclubes (condomínios residenciais com piscinas e áreas de lazer) são fortes concorrentes. Temos que ser criativos para não ficar na mesmice”, afirma. Para isso, são realizados no local eventos sociais, esportivos e promoções especiais para o período de férias. “Outros dirigentes de clubes de Goiânia chegam a me ligar pedindo orientações”, garante.

É no Clube de Engenharia de Goiás que Dolzonan também vive os seus momentos de lazer. Lá, aprecia com amigos e a namorada, a empresária Maria Milda Moura, um bom vinho tinto, de preferência Cabernet Sauvignon, ao som de apresentações ao vivo de Música Popular Brasileira. Ainda cuida da saúde, com a prática de tênis, basquete e futebol.

Iris Rezende


Ter participado da última gestão de Iris Rezende como prefeito de Goiânia é um dos maiores orgulhos de Dolzonan da Cunha Mattos. Os primeiros convites para assumir a Secretaria de Infraestrutura foram feitos pela primeira-dama, Dona Iris de Araújo, e recusados pelo ex-executivo da Encol. “Tomamos um café e eu disse a ela que estava com muito serviço e não poderia aceitar”, recorda.



Na época, Dolzonan era conselheiro do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese) e foi ao Paço Municipal com outros integrantes do grupo para uma reunião com o prefeito, Iris Rezende, com o objetivo de cobrar promessas de campanha. Estrategicamente, o prefeito o fez sentar ao seu lado na mesa. “Ao fim da reunião, falou que precisava muito de mim na Prefeitura. Todos aplaudiram, fiquei conversando a sós com ele e aceitei o convite”, explica.

Seria um período de muito trabalho e obras para fazer. Entre elas, a do BRT Norte Sul, a reconstrução asfáltica da cidade, o asfaltamento de mais de 20 bairros, as reformas dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei), a continuação da Avenida Leste Oeste e a revitalização da Praça do Trabalhador. Além da retomada de 110 obras paralisadas pela capital e a construção do viaduto da Rua 90 e do Complexo Viário da Jamel Cecílio. “Eu dormia cinco horas por dia, até aos sábados e domingos era assim. Passava o dia fiscalizando as obras”, destaca.

Uma das últimas conversas com o político foi no dia 20 de dezembro de 2020, há pouco mais de dez dias do fim do último mandato. “Passamos a tarde toda conversando. Eu disse que Goiânia precisava dele por mais tempo. Iris me falou que não queria mais, estava decidido a ir para a sua fazenda no Mato Grosso”, recorda.

Da convivência, ficou o aprendizado e a satisfação de ter contribuído com a cidade. “Iris me oferecia muita segurança no comando da Secretaria, eu trabalhava com prazer. Gostava muito dele, e ele de mim. Tenho certeza disso”, emociona-se.


Família e o nome Dolzonan


Uma das perguntas mais frequentes que lhe fazem é: por que o nome Dolzonan? Ideia dos pais, o seu João e a dona Rodes. O primeiro filho foi o Dalton, o segundo, a Delza, o terceiro, a Dilce. E o quarto? Para manter a sequência das três primeiras letras do nome, se fosse menina, seria Dolores. Mas nasceu um menino e a dona Rodes logo lembrou do nome bíblico: Ozanan. Era preciso fazer uma adaptação para seguir a lógica, então o garoto foi chamado de Dolzonan.
Nascido em Anápolis, na infância morou com a família em Porangatu, Vianópolis e Pires do Rio. Até se mudar para Goiânia, já na adolescência, para cursar o segundo grau. Foi o terceiro colocado no vestibular de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG). Formou com apenas 22 anos de idade. Deu aulas de matemática e física no colégio Lyceu de Goiânia e em preparatório para vestibular até entrar de vez no mundo da Engenharia. Ainda foi professor concursado da UFG.
Divorciado desde 1994, Dolzonan foi o responsável pela criação dos filhos: Thales, Tais e Maria Clara, na época ainda crianças. “Morava em São Paulo, administrando a crise da Encol, muito trabalho, separação, cuidando dos três. Foi um período bem difícil”, relembra.
Para o futuro, Dolzonan pretende continuar trabalhando, praticando os seus esportes e aproveitando cada dia ao lado da família e amigos. “Gosto da vida, de me manter ativo, de me cuidar e estar bem comigo mesmo. Será sempre assim”, afirma.

Tags: Dolzonan da Cunha MattosGoiâniaGoiás
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