Mais uma vez me encontro pensando nos gigantes da gestão e como eles atuariam juntos, imagine abrir a porta de uma sala de conselho e encontrar Henry Ford, Alfred Sloan e Taiichi Ohno. Reunir o pioneiro da produção em massa, o arquiteto da General Motors moderna e o pai do Sistema Toyota de Produção transformaria qualquer pauta burocrática em um debate sobre visão estratégica e execução impecável.
Henry Ford defenderia a padronização extrema e a redução de custos. Sua pauta favorita seria a eficiência operacional e escalabilidade: “Como podemos produzir mais com menos?”. Sua contribuição: foco implacável na produtividade para garantir competitividade de longo prazo.
Alfred Sloan traria visão estratégica e segmentação de mercado. Ele priorizaria pautas como planejamento anual, diversificação de produtos e análise financeira. Perguntaria: “Qual é a nossa posição em cada segmento de mercado?” e “Como alocamos capital para maximizar o retorno?”. Sua grande contribuição seria a gestão profissionalizada, com comitês claros e métricas de performance.
Taiichi Ohno seria o guardião implacável da eliminação de desperdícios e a melhoria contínua (Kaizen). Suas pautas girariam em torno do fluxo de valor: “Onde está o valor real para o cliente?”. Ele ignoraria os relatórios polidos e perguntaria sobre o que acontece no “chão de fábrica” (Gemba), fortalecendo a linha de frente. A sua contribuição essencial: cultura de qualidade total e flexibilidade para adaptação rápida.
A performance da organização seria garantida pelo equilíbrio entre a escala de Ford, a gestão de Sloan e a adaptação de Ohno. Ford garantiria que a empresa nunca perdesse sua essência produtiva, Sloan asseguraria que a governança e o marketing fossem profissionais, e Ohno garantiria a redução de desperdícios e a melhoria contínua. Ter esses três nomes no conselho seria um lembrete de que a perenidade não vem do lucro imediato, mas da junção entre inovação técnica, estrutura sólida e respeito absoluto pela eficiência.

Ronaldo Guedes, sócio da Lure Consultoria, coordenador do IBGC e diretor da ACIEG













