2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
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Leia agora a opinião de Dênerson Rosa:
Se a história nos ensinou algo — seja observando a queda de impérios ou a evolução das lideranças mundiais — é que as datas mudam, mas a natureza humana e as estruturas de poder tendem a repetir ciclos. Ao olharmos para 2026, a tentação é acreditar que a virada de calendário trará, magicamente, novos ares. Ledo engano. No manicômio tributário brasileiro, 2026 chega com a roupa nova da Reforma Tributária, mas o corpo que a veste carrega o DNA dos nossos “novos problemas velhos”.
A premissa para o ano que nasce é clara: o sistema muda, mas a cultura do litígio e a insegurança jurídica permanecem intactas. Entramos, de fato, no laboratório prático do IVA dual (IBS e CBS), mas não se iludam. A convivência forçada com o regime antigo durante a transição será o grande desafio operacional. A complexidade não desaparece; ela apenas muda de endereço e de nomenclatura.
Aquelas batalhas pelos créditos de PIS/COFINS e as teses de recuperação que tanto debatemos em 2025? Elas não somem. Elas agora ganham a companhia das dúvidas sobre a não-cumulatividade plena e as alíquotas de referência. Para o empresário, o “novo problema” é a gestão dessa esquizofrenia legislativa. O “velho problema” continua sendo a voracidade arrecadatória estatal e a necessidade de sobreviver em um ambiente hostil.
Portanto, 2026 não será o ano da calmaria ou da simplificação imediata. Será o ano em que o passado e o futuro colidirão nos tribunais. A regra do jogo mudou, mas o “espírito” do jogo continua o mesmo. Vencerá quem tiver a melhor estratégia para navegar o velho caos com os novos mapas.

Dênerson Rosa, Advogado, fundador da Sociedade de Advogados Dênerson Rosa, mais de 20 anos de atuação em Direito Tributário e Empresarial














