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Aceita um cafezinho?

A Leitura Estratégica oferece uma dose sobre a história da relação entre uma das bebidas mais populares do mundo e o povo brasileiro

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
maio 9, 2026
em Negócios
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Aceita um cafezinho?
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Por Izabella Pavetits 

O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, mas não é “só” isso. Ao longo da história, ele se consolidou como um símbolo. É incontestável: o cafezinho está no dia a dia e no coração dos brasileiros. 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o Brasil é o maior produtor e exportador de café, e o segundo que mais consome. A entidade estima que a parcela da população entre 14 e 70 anos que não bebe café seja de apenas 4%, enquanto 70% ingerem pelo menos três xícaras de 50 mililitros (ml) por dia. 

E por que tamanha popularidade? Ainda conforme dados da Abic, os brasileiros apontaram como principais motivadores a busca pela melhora do humor; a prática ritual de prazer e bem-estar; e a oportunidade de interação com pessoas. Em escala global, o efeito estimulante da cafeína é comumente associado ao gosto pela bebida. 

Responsável pelo Café Fest, festival em Goiânia que gira em torno dessa paixão nacional, Pablo Jaime afirma que o café constrói relações. “Vai além da simples prática diária, que já é cultural, porque cada um prepara do seu jeito. É memória afetiva de pessoas, lugares e momentos”, pontua. 

Pablo Jaime

A odontóloga Ana Paula Mundim conta que começou a beber café com quatro anos, por influência da babá. “A dona Irene me levava até para a casa dela para tomarmos juntas. O meu hábito veio de uma relação de amor com alguém que cuidou de mim durante dez anos”, recorda. Em sua opinião, o café tem um papel cultural no Brasil. 

“Você senta à mesa com os outros para tomar um café. Quando chega visita em casa, a primeira coisa que fazemos é oferecer um cafezinho. Ele une as pessoas”, explica. 

E engana-se quem pensa que a ingestão é a única maneira de exercitar o amor à xícara. O empreendedor mineiro Sérgio Monteiro é dono de uma marca de camisetas totalmente dedicada ao tema, a Nação Café. Monteiro já havia trabalhado em lojas de roupas durante 15 anos quando resolveu criar um negócio que homenageasse a identidade do seu Estado, Minas Gerais, o maior produtor de café do Brasil.  

Ele relata que começou levando, informalmente, 20 unidades de uma única estampa para a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte. Todas foram vendidas em poucas horas. “Hoje, temos quase 400 artes e participamos de mais de 22 eventos pelo País. Sem contar que acabamos de voltar de duas feiras internacionais, nos Estados Unidos e em Honduras”, revela. As ilustrações que têm referências ao Brasil são as mais populares.

História de grão a grão

O cultivo do café teve origem durante o século 15, na região onde hoje fica a Etiópia, de acordo com a Encyclopedia Britannica. Após a popularização do consumo no mundo árabe, ao longo dos séculos 16 e 17, a bebida passou a conquistar espaço por toda a Europa. 

As primeiras mudas do Brasil chegaram em Belém (Pará), vindas da Guiana Francesa, em 1727, segundo o Conselho Nacional do Café. Entretanto, as condições climáticas locais impediram que as plantações prosperassem. Foi no Sudeste que a produção encontrou terreno fértil para acabar se tornando a base da economia brasileira entre 1800 e 1930. O período histórico, que abrange o Império e a República Velha, ficou conhecido como ciclo do café.  

No decorrer dessa época, o produto estabeleceu a sua relevância socioeconômica para o País. Os barões do café, elite de cafeicultores concentrados no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, ditaram os rumos da política nacional durante anos. A riqueza gerada financiou o surgimento de bancos, estradas de ferro e a expansão do Porto de Santos, além de lançar as bases para industrializar o Brasil. A expansão foi a principal impulsionadora da imigração europeia, resultado da busca por mão de obra para substituir os ex-escravizados. 

Mas de onde veio a dimensão cultural da bebida? Como o café ganhou importância não apenas como commodity, mas também como elemento central na construção de relacionamentos, seja no ambiente familiar, profissional ou comunitário? 

A importância do grão no Brasil Império foi reconhecida na bandeira nacional, que contava com um ramo de café em seu lado esquerdo

Fenômeno social 

O Museu do Café, em São Paulo, realizou um mapeamento documental para desvendar o início do consumo público no Brasil. O estudo identificou que o café passou a ganhar o seu contorno como elemento de socialização por aqui a partir da transformação de antigos botequins em espaços inspirados nas cafeterias europeias, entre as décadas de 1840 e 1850, no Rio de Janeiro. 

Inicialmente, o consumo era restrito ao desjejum matinal como líquido fortificante, servido com leite em tavernas e boticas e sem caráter social amplo. Foi com o surgimento de estabelecimentos centrados no produto, que tiveram inspiração nos modelos de Paris (França), Viena (Áustria) e Turim (Itália), que o café passou a ser bebido também ao longo do dia. Esses novos espaços incorporaram dinâmicas de interação social, como jogos e música. 

A pesquisa identifica três fases no surgimento das cafeterias: de 1840 a 1890, caracterizada pela adoção da estética europeia e forte presença de imigrantes; de 1890 a 1950, quando houve a expansão da “cultura do café” como local de convivência para os demais centros urbanos brasileiros e o surgimento dos “cafés em pé”, voltados ao consumo rápido; e de 1950 a 1980, marcada pelo incentivo do Instituto Brasileiro do Café e pela abertura de cafeterias modelo no Rio de Janeiro. 

Um dos exemplos mais emblemáticos do último período é a Confeitaria Colombo. Fundada em 1894 na capital fluminense, a casa é reconhecida como patrimônio do Rio de Janeiro e atrai visitantes de todas as partes. Na época de sua abertura, foi frequentada por personalidades da arte como Machado de Assis, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga, e políticos como os presidentes Washington Luís, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Fundado em 1945, o Café Central foi o ponto de encontro mais famoso de Goiânia durante décadas

Notas de goianidade 

A produção em Goiás tem raízes históricas que remontam ao século 18, mas só se consolidou como atividade econômica relevante nas últimas décadas, especialmente no segmento de alta qualidade. 

Antes, era marcada apenas pelo consumo doméstico, sem grande inserção no mercado nacional. Atualmente, municípios como Cristalina, Cabeceiras, Campo Alegre de Goiás, Paraúna e Ipameri se destacam no plantio do grão arábica, variedade usada em bebidas de variedades superiores.

Além disso, Goiás vem ganhando espaço no ramo de cafés especiais, por exemplo, em regiões como o nordeste do Estado e o entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São produtos artesanais com identidade regional. 

O consumo, por sua vez, seguiu o padrão nacional desde o início da sua popularidade até hoje, quando a xícara já tem espaço cativo na mesa dos goianos. No início do século passado, esteve concentrado na zona urbana da capital e de algumas cidades próximas. Com a evolução dos transportes, o produto, vindo de outras regiões, tornou-se mais barato e de fácil acesso, o que levou as populações do interior a o incluírem no dia a dia. 

Em Goiânia, um exemplo de estabelecimento que nasceu da concepção de ponto de encontro social a partir da bebida energizante é o Café Central, fundado em 1945. A lanchonete atraía diversas classes da sociedade e foi um lugar de convivência marcante nos primórdios da capital. O Café Central ainda existe, mas em outro endereço. 

O mito do “chafé” 

Considerado o maior evento do setor no Centro-Oeste, o Café Fest realizou a sua sexta edição no final do mês passado. Em 2026, relata Pablo Jaime, o festival teve como objetivo consolidar um novo paradigma: “a bebida de melhor qualidade, que possa ser consumida sem açúcar e incorporada à vida do consumidor”. 

O organizador, que também é dono da cafeteria Estação 14, resume: “O café de qualidade é acessível, pode estar na sua rotina, caber no seu estilo. E, o melhor, pode estar na sua mesa e fazer bem para a sua saúde”. 

Jaime confia na democratização do acesso a esse mercado. Por muito tempo, opina, o consumidor não teve informação sobre o assunto, o que tem mudado e tende a estimular a demanda. De acordo com ele, ainda que o custo do quilograma seja bem maior, as características do preparo do café especial fazem com que a diferença do preço da dose em si esteja próximo de 70 centavos. “Mesmo sendo percentualmente alta, é um ‘luxo’ acessível e que representa um salto do pior para o melhor produto.”

Como empreendedor do segmento há 12 anos, Jaime pontua que a dificuldade de apresentar uma bebida mais clara, característica das variedades menos conhecidas, está diminuindo. “Só escutávamos ‘chafé, chafé, chafé’ o tempo inteiro”, diverte-se. 

Terceira geração de uma família de produtores, Ediana Capich é dona da rondoniense Café da Mata, focada nas categorias especiais. A marca já conquistou premiações como o Coffee of the Year, que elege as melhores do Brasil; e, em 2021, Capich foi reconhecida como a 34ª mulher mais influente do agro no Brasil pela revista Forbes. 

Ediana Capich

A agricultora acredita que ainda é preciso mostrar para o povo brasileiro o que é “café de verdade”. Segundo ela, os primeiros produtos disponibilizados aqui, e os mais consumidos atualmente, eram queimados para mascarar a impureza dos grãos. 

“E ainda se bebe com açúcar para disfarçar o sabor. O café não é amargo, ele tem um amargor, mas é um amargor bom, suave. Um café de qualidade tem muita diferença para um tradicional ou extraforte”, detalha. E defende: “A nossa população merece conhecer e ter acesso a esse mercado também”. 

No mesmo sentido, a barista da cafeteria Estação 14, Amanda Lôbo, pondera que o paladar nacional está mais acostumado com o cafezinho preto, de torra alta, e que entender que as variedades são produtos diferentes ajuda no processo de conhecer novos sabores. 

“Mas a gente brinca que é um caminho sem volta. Quem começa a tomar café especial aprende a fazer análise sensorial e passa a identificar estrutura e notas. Quando a pessoa vai procurar isso no tradicional, encontra notas de borracha, de queimado, de fumaça, que são desagradáveis”, arremata.

Amanda Lôbo
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