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Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

Recessão econômica marca 1966, mas para o cooperativismo, uma novidade: decreto cria as bases do setor no País. Em Goiás, UCEG tem trocas de comando

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maio 9, 2026
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Goiás Cooperativo: 70 anos da OCB/GO

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Ano 11 – 1966

A ordem que veio pelo Diário Oficial

Por Leandro Resende 

O Brasil de 1966 respirava em um ritmo curto e com um olhar apreensivo sobre os rumos da economia e da política. O Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg), conduzido pelo ministro Roberto Campos desde 1964, havia derrubado a inflação ao custo de uma recessão deliberada: o PIB cresceu apenas 3,8%, o crédito estava comprimido e os salários corroídos pela contenção. 

Para o produtor goiano, que dependia de financiamento acessível para semear arroz, feijão e milho no Cerrado em expansão, o ambiente era hostil. Para as cooperativas do Estado, que tentavam ser o elo entre o campo e o mercado, o aperto monetário era sufocante.

Em Goiás, o interventor federal Otávio Laje de Siqueira governava por decreto, em um Estado que havia perdido os instrumentos de planejamento erguidos por Mauro Borges entre 1961 e 1964. A Casego sobrevivia, mas sem o impulso político original. A ACAR-Goiás (Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado), entidade criada em 1959 com o objetivo principal de fornecer assistência técnica, extensão rural e crédito aos produtores rurais, mantinha os seus extensionistas em campo. 

Mas o crédito rural que deveria chegar ao produtor, via cooperativa, seguia represado pela reforma bancária de 1964 – que transferira as cooperativas de crédito ao Banco Central e tabelara os seus juros em meio a uma inflação que ainda não havia sido domada por completo.

Foi nesse ambiente que a União das Cooperativas do Estado de Goiás (UCEG), entidade antecessora do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB/GO), enfrentou mais uma transição de comando. Antônio de Pádua Freitas, eleito em abril de 1965, em um pleito sem a presença de nenhum dos 14 fundadores, deixou a presidência ao longo do ano. 

Odorico Nery assumiu provisoriamente uma gestão de passagem, que prepararia o terreno para a eleição definitiva de 9 de dezembro, quando foi eleito formalmente para presidir a entidade. Era o terceiro presidente em menos de dois anos. O ciclo de instabilidade pós-intervenção cedia lugar, lentamente, a uma normalidade institucional frágil, mas funcional. Aos poucos, a roda começava a girar novamente.

No plano nacional, novembro trouxe o decreto que redefiniria as regras do setor por quase uma década. O Decreto-Lei nº 59, assinado pelo então presidente Castello Branco, em 21 de novembro de 1966, instituiu a Política Nacional de Cooperativismo e criou o Conselho Nacional do Cooperativismo (CNC), instalado junto ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (Inda). 

As cooperativas de crédito permaneciam subordinadas ao Banco Central; as habitacionais, ao Banco Nacional da Habitação; as demais, ao Inda, via CNC. Era a formalização de uma tutela que já existia, na prática, desde o golpe. Agora, com estrutura, hierarquia e orçamento próprio – o Fundo Nacional de Cooperativismo, dotado inicialmente de 500 milhões de cruzeiros.

O decreto tinha duas faces. Pelo ângulo negativo, consolidava a centralização estatal e esvaziava qualquer projeto de autogestão doutrinária – alvo dos militares desde o primeiro momento. 

Pelo pragmático, reconhecia o cooperativismo como política pública e criava um interlocutor formal dentro do aparato do Estado, algo que o setor não tinha desde que perdeu a tutela do Ministério da Agricultura, em 1964. No mesmo período, a Aliança Cooperativa Internacional, reunida em Viena, atualizava os princípios fundadores do movimento: adesão voluntária, controle democrático, educação cooperativista. 

No Brasil daquele momento, esses princípios soavam mais como aspiração do que como prática. Mas foram registrados e serviriam de bússola para a geração seguinte. 

A UCEG aprendeu, ao longo de 1966, a linguagem do novo tempo: representar sem confrontar, negociar nos limites impostos e manter o tecido das filiadas vivo, mesmo com o crédito escasso. Era uma resistência silenciosa — menos nobre do que os fundadores de 1956 haviam imaginado, mas necessária para que a entidade chegasse à virada da década em condições de protagonizar o próximo capítulo.

Em 1967, foi criado o Ginásio Agrícola de Rio Verde, transformado depois em Colégio Agrícola. É um das bases que transformaria, décadas depois, a cidade goiana em referência do agronegócio e do cooperativismo

Ano 12 – 1967

Decreto assinado, cooperativismo se reinventa

Em abril de 1967, o general Arthur da Costa e Silva assinou o Decreto nº 60.597, que regulamentava o Decreto-Lei nº 59, do ano anterior. O documento era extenso e detalhado: definia os tipos de cooperativas por grau e área de ação, estabelecia regras para assembleias; livros obrigatórios; responsabilidades de diretores; e processos de fusão e liquidação. 

Era, em linguagem burocrática, a tentativa de dar ordem a um setor que o regime militar havia desorganizado ao intervir politicamente anos antes. A assinatura do economista Delfim Netto junto a de Costa e Silva no rodapé do decreto era um sinal dos novos tempos: o ministro da Fazenda, que substituíra Roberto Campos, apostava no crescimento como antídoto contra a tensão social, e as cooperativas rurais eram um instrumento desse projeto.

Entre 1966 e 1968, várias leis e regulamentos foram alterados para enquadrar o cooperativismo. Acima, o decreto que modifica o Estatuto da Terra, de 1964, e esvazia o poder do Ministério da Agricultura

Para o cooperativismo goiano, o decreto de abril tinha consequências práticas imediatas. As entidades filiadas à UCEG – cooperativas agrícolas mistas, de consumo e de crédito – precisariam adequar os seus estatutos ao novo regulamento dentro de um ano. Era trabalho interno de revisão, convocação de assembleias e atualização de registros. Para uma entidade representativa que havia acabado de reconstruir a sua própria governança após dois anos de intervenção, era mais um teste de capacidade institucional.

Odorico Nery, eleito formalmente em dezembro de 1966, conduziu 1967 com foco nessa reconstrução. A missão era reorganizar o quadro de filiadas, reatar relações com cooperativas que haviam se afastado durante o turbilhão de 1965 e posicionar a UCEG como interlocutora legítima perante o CNC, recém-instalado no Inda.

O CNC era o novo centro de poder do setor, e qualquer entidade representativa que não soubesse dialogar com ele corria o risco de ser ignorada na distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Cooperativismo.

Pressionado, ministro promete controle da inflação e freia economia, dando início a ciclo recessivo

No cenário nacional, 1967 também marcou um momento fundador, que redefiniria o perfil do cooperativismo brasileiro nas décadas seguintes. Em Santos, no litoral paulista, um grupo de médicos liderado por Edmundo Castilho fundou a primeira cooperativa de trabalho médico do Brasil e das Américas, a Unimed. 

A iniciativa nasceu da insatisfação dos médicos com as condições impostas pelos convênios privados e apontava em um cooperativismo além do campo: o das categorias profissionais urbanas. Era uma semente cujos frutos, em Goiás ainda levariam anos para germinar – mas a ideia estava plantada. Onze anos depois, nasceria a Unimed Goiânia, fundada em 21 de fevereiro de 1978, por 49 médicos goianos. 

No campo, as grandes cooperativas agropecuárias do Sul – especialmente no Paraná e em Santa Catarina – avançavam na consolidação de estruturas industriais próprias, com armazéns, beneficiamento e exportação. O modelo empresarial cooperativo ganhava escala e começava a disputar espaço com as tradings privadas. 

O cooperativismo goiano, ainda centrado nas culturas de subsistência e na pecuária extensiva, observava esse movimento à distância. Mas a expansão do Cerrado já anunciava que Goiás seria, em breve, palco de uma transformação equivalente. 

Vale um parêntese: a evolução do trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), especialmente por meio da unidade Embrapa Cerrados (criada em 1975), foi fundamental e transformadora para a agricultura brasileira. Com foco nos estudos e na ciência, a estatal foi o fator decisivo para converter uma região, anteriormente considerada inábil para a agricultura, em um dos maiores celeiros de produção de alimentos e grãos do mundo. 

Sob o peso da regulação e da vigilância estatal, e com os primeiros sinais de que a economia voltaria a crescer, a UCEG fechou 1967 mais estável do que havia estado em qualquer momento desde março de 1965. Não era prosperidade, era sobrevivência organizada. Mas, no vocabulário do cooperativismo goiano daquele período, chegar ao fim do ano com estrutura e representatividade intactas já era, em si, uma forma de vitória.

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