Vinte anos depois de o primeiro filme de “O Diabo veste Prada” ser um sucesso, e em plena época de um lançamento da sequência – com enredo em torno da personagem principal Miranda Priestly (Maryl Streep), – muito se tem falado sobre o papel de um líder.
Percebe-se que liderança é algo que não se mede apenas em períodos de estabilidade. A liderança é colocada à prova principalmente nos momentos de crises, de perdas, de mudanças e de disputas. Em tempos líquidos, como defende Bauman, em que há reputações frágeis e ciclos profissionais cada vez mais instáveis, liderar deixou de ser apenas ocupar uma posição de comando. Liderar não é somente contemplar, como define Augusto Cury, mas sim, interpretar cenários. É ter autorresponsabilidade. É conduzir pessoas em meio à incerteza.
Ao ver o filme com olhos de quem vive a gestão de uma empresa e, ao comparar com estudos acadêmicos, percebe-se que vida reflete a teoria (ou seria a teoria resultado de anotações empíricas?). Gostaria, então, de sugerir cinco aprendizados.

Marina Godoy Marques Nunes,
Empresária, engenheira, vice-presidente da Câmara da Mulher da Acieg e diretora-executiva e cofundadora do Instituto Carlos André e da Academia da Comunicação.













