2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
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O ano de 2025, da mesma forma que fora o ano de 2024, está terminando muito melhor do que as expectativas iniciais do mercado.
Não houve uma disparada do dólar, não houve uma explosão do déficit público primário e muito menos da inflação, o PIB deverá crescer 2,4% no ano, ou seja, o Brasil não quebrou como alguns previam, o único ponto negativo para esse ano foi a insistência do Banco Central manter a taxas de juros em 15% que representou um ganho real para os aplicadores de mais de 10% no ano.
O setor de turismo bateu recorde esse ano, até novembro o Brasil já recebeu mais de 8 milhões de visitantes. Algumas cidades turísticas, como Rio de Janeiro, beneficiaram-se dessa conjuntura da melhora do turismo.
E para 2026, o que podemos esperar?
A começar pela taxa de juros no Brasil, diferente do final do ano passado, 2025 termina com uma expectativa de queda nas taxas de juros (Selic) durante o ano de 2026, a previsão que caia 3 pontos percentuais, chegando a 12% ao ano, ainda com juros reais muito alto. Uma regra simples de como deveria ser a taxa de juros no Brasil seria somar a taxa de juros dos Estados Unidos para 10 anos, atualmente 4,2% ao ano com o custo Risco Brasil de 1,45%, que daria uma taxa de juros reais de 5,7% ao ano e não 10% como foi 2025 e nem 8% como está prevendo o mercado para 2026.
O mercado de consumo, importante para o setor de Turismo, e de serviço em geral, estará aquecido pelo reajuste real do salário-mínimo, pela continuidade do aumento real da massa salarial, bem como, pela boa performance da taxa de desemprego, além é claro, da redução do imposto de renda na fonte para mais de 25 milhões de trabalhadores.
O PIB deve crescer ainda em torno de 2% em 2026 e a inflação ficará em torno de 3,5% a 4,0% no ano.
Portanto, que seja bem-vindo o ano de 2026.

Marcos Freitas Pereira, Sócio-Diretor Economista, Mestre em Finanças e Mestrando em Turismo. 34 anos de experiência no Setor de Turismo. Foi coo-fundador da WAM Negócios e coo-fundador da AMT Group














