2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de Marília Tófollis:
Para o ano de 2026, a reforma tributária deixará de ser tanto um debate normativo e passa a funcionar como um laboratório institucional com teste em escala nacional da capacidade do sistema de produzir informação confiável e, a partir dela, arrecadar com neutralidade. A própria lógica do período de teste será para um período de mudança de cultura e mudança de sistema, com uma reengenharia do modo como se registra, valida e consolida a tributação sobre bens e serviços.
Nesse contexto, a obrigação acessória mais relevante para a maioria das empresas será a inclusão dos valores de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos e, em paralelo, a apuração da CBS tende a ser disponibilizada amplamente ao longo do ano, com a finalidade de tornar verificável o funcionamento do modelo a partir de 2027.
A cobrança em 2026 terá caráter simbólico (CBS a 0,9% e IBS a 0,1%), justamente para aferir “capacidade arrecadatória” e calibragem, sem confundir teste com plena exigibilidade. Soma-se a isso um desenho de fiscalização cooperativa: identificada a falha e corrigida em 60 dias, não haverá multa com a intenção de orientar o bom contribuinte, sem abrir espaço para fraudes. Por isso, as expectativas para 2026 será de análise dos contratos, dos créditos, da consistência cadastral, trilhas de auditoria e compatibilidade entre contratos, operação e documento fiscal.

Marília Tófollis, advogada tributarista, COO de BNT Advogados














