Se você tem uma empresa familiar, com certeza já pensou no futuro dela. A sucessão não é só sobre passar o bastão, mas sobre garantir que o negócio que você construiu com tanto esforço continue crescendo por muitas gerações.
Mas quando é o momento certo para começar a lidar com isso? Não espere o último minuto. O ideal é iniciar o planejamento ainda enquanto você está no auge da sua carreira, pelo menos cinco a dez anos antes da transição. Assim, dá tempo de preparar tudo com calma.
E como fazer isso na prática? Primeiro, crie um plano de sucessão detalhado. Liste os passos, defina prazos e envolva profissionais como consultores ou advogados especializados em empresas familiares. Isso transforma um processo emocional em algo mais estruturado e profissional.
Outro ponto importante é conversar abertamente com a família. Reúna todos em um encontro sincero e explique os seus planos. Ouça as opiniões de filhos, cônjuge e outros parentes. A comunicação evita mal-entendidos e fortalece os laços.
Na hora de escolher o sucessor, seja objetivo. Não é só porque é filho ou filha que ele tem que assumir. Avalie o interesse genuíno, as habilidades e a vontade de aprender. Às vezes, um treinamento externo ou até um sucessor não familiar pode ser a melhor escolha.
Não deixe de lado os detalhes jurídicos e financeiros. Atualize o contrato social, planeje a partilha de bens e pense em impostos. Prepare o sucessor com cursos, estágios dentro da empresa e sua orientação diária. É como um passe de bastão em uma corrida de revezamento: precisa ser bem treinado.
No final das contas, lidar bem com a sucessão significa amor pela empresa e pela família. Com planejamento, diálogo e paciência, você deixa um legado sólido. Sua empresa familiar não só sobrevive, como prospera. E você pode curtir a próxima fase com tranquilidade.

Ronaldo Guedes,
sócio da Lure Consultoria, Coordenador do IBGC e Diretor da Acieg.














