2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de André Ladeira:
O ano de 2026 tende a ser marcado por transições importantes e por uma exigência maior de maturidade nas decisões públicas e privadas. Na política, o cenário global aponta para governos pressionados a entregar resultados concretos em áreas sensíveis como segurança, saúde, educação e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que lidam com sociedades mais conectadas, críticas e polarizadas. Países que conseguirem equilibrar estabilidade institucional com capacidade de adaptação terão vantagem competitiva e social.
No campo da inovação, 2026 deve consolidar definitivamente a inteligência artificial como infraestrutura estratégica, não apenas como ferramenta. Automação de processos, dados inteligentes e integração entre máquinas e decisões humanas redefinirão produtividade e modelos de negócio. A inovação, porém, tenderá a ser mais regulada e mais responsável, com maior preocupação ética, segurança de dados e impacto social.
Já na gestão de empresas, o foco caminha para eficiência, governança e cultura organizacional forte. As empresas terão que ser tecnológicas por essência, mas humanas na liderança. Estratégias baseadas em dados, gestão financeira rigorosa, experiência do cliente e capacidade de inovação contínua serão determinantes. Empresas resilientes serão aquelas que conseguirem unir propósito, tecnologia, disciplina de execução e capacidade de leitura rápida do ambiente. Em síntese, 2026 será menos sobre improviso e mais sobre consistência, inteligência estratégica e capacidade de reinventar-se com responsabilidade.

André Ladeira, Empresário e executivo com mais de 25 anos de experiência em liderança estratégica, multipropriedade, hotelaria e investimentos, cofundador do AMT Group e Diplomata Civil da Jethros Internacional.














