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Perfil: Ivaan Hansen

“O princípio básico da arte é o incômodo, é trazer o questionamento sobre tudo.”

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
março 14, 2026
em Perfil
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Perfil: Ivaan Hansen

Fotos: Arquivo pessoal

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Por Rafael Vaz

O princípio da arte é incomodar, é trazer o questionamento sobre tudo. A frase resume a essência do trabalho do artista plástico e filósofo Ivaan Hansen. Para ele, a arte não existe para apenas agradar ou decorar espaços – ela precisa provocar reflexão, questionar e, sobretudo, despertar inquietações. Em suas telas, figuras humanas convivem com robôs, circuitos e elementos tecnológicos em composições marcadas por cores vibrantes e por um olhar profundamente existencialista sobre o mundo contemporâneo.

Natural de Santa Catarina e residente em Goiás há mais de duas décadas, Hansen construiu uma trajetória singular no cenário artístico. Ao longo da carreira, participou de exposições no Brasil e no exterior, representando Goiás em importantes circuitos internacionais de arte que passaram por cidades da Europa e da Ásia. A sua obra, marcada por uma estética futurista e por reflexões filosóficas, investiga a relação entre tecnologia, comportamento humano e existência. Mas a sua história começa muito antes dos salões de exposição.

Da roça ao pensamento filosófico

Ivaan Hansen nasceu no interior de Santa Catarina, em uma realidade rural marcada por simplicidade e poucas perspectivas. “Eu nasci na roça, no Sul do País. Na nossa realidade, a situação era muito difícil e a perspectiva de futuro era muito pequena, muito baixa”, revela. 

Filho de uma família com quatro irmãos, ele cresceu em um ambiente simples. Ainda jovem, decidiu buscar novos caminhos fora do Sul do Brasil. Aos 16 anos, tomou uma decisão importante: mudou-se sozinho para Goiás.

O primeiro destino foi a cidade de Brazabrantes, próxima a Goiânia. Ali, permaneceu por cerca de seis anos, período que marcou profundamente a sua formação intelectual e espiritual.

Foi também nessa fase que teve contato mais profundo com a filosofia. Inicialmente, sua trajetória estava ligada à vida religiosa. Hansen estudou em uma instituição católica com a intenção de se tornar padre. Mais tarde, em Goiânia, seguiu para a faculdade de Filosofia.

A partir desse momento, o pensamento filosófico passou a influenciar diretamente a sua forma de olhar para o mundo – e também para a arte. “Eu costumo dizer que pinto filosofia. Friedrich Nietzsche é quem norteou meu pensamento filosófico e, depois, eu trouxe isso para a pintura”, explica.

O pensamento existencialista se tornou uma base importante de sua produção artística. “A filosofia influencia diretamente a minha pintura. Eu pinto questões de existência, de coexistência, questões humanas e humanitárias. O que eu coloco nas telas são movimentações humanas”, diz.

A decisão pela arte

Antes de se dedicar integralmente à pintura, Hansen passou por um período de busca pessoal. Depois de deixar o seminário, decidiu experimentar outras possibilidades de vida e conhecer melhor o mundo fora do ambiente acadêmico e religioso. “Depois que saí do seminário, fui trabalhar em churrascaria, porque queria sentir o mundo aqui fora”, afirma.

Durante três anos, trabalhou nesse ambiente. Mesmo assim, nunca deixou de pintar. Foi nesse período que percebeu que a arte não era apenas um talento ou interesse, mas uma necessidade. “Eu percebi que não sirvo para um trabalho que não seja arte.”

A decisão foi definitiva. “Continuei pintando e entendi que aquilo era uma situação de vida. Eu precisava decidir a arte como propósito”, conta. Aos 23 anos, passou a se dedicar exclusivamente à pintura e também iniciou sua trajetória como professor de arte.

A arte como incômodo

As obras de Ivaan Hansen carregam uma característica muito clara: provocar questionamentos. “Minha arte provoca. Ela é provocativa, ela incomoda. Eu não faço arte para não incomodar”, reflete.

Para ele, esse incômodo é parte essencial da função da arte. “No meu modo de ver, o princípio da arte é provocar questionamentos.” As suas pinturas dialogam diretamente com as transformações do mundo contemporâneo, especialmente com o avanço da tecnologia e os seus impactos sobre a vida humana.

Nos últimos anos, esse tema ganhou ainda mais força em suas telas. “Houve uma curva gigantesca de transformação tecnológica nos últimos anos. Isso traz consequências para a existência humana e para o comportamento das pessoas.”

Esse cenário se tornou um dos focos centrais de sua investigação artística. “Eu busco entender as movimentações humanas. E, obviamente, isso precisa estar ligado à realidade.” Nas telas do artista, humanos e máquinas convivem em composições que refletem tanto fascínio quanto inquietação diante do avanço tecnológico.

Experiências internacionais

Ao longo da carreira, Hansen participou de exposições em diferentes países e representou Goiás em importantes circuitos internacionais de arte. Suas obras já foram exibidas em cidades como Viena, Bratislava, Praga e Madrid, além de exposições na Áustria, na China e na Tailândia. Em 2014, também representou o Brasil em um torneio internacional de arte realizado na Grécia com apoio da Unesco.

As experiências no exterior ampliaram sua visão sobre o cenário artístico global e também reforçaram sua relação com o Brasil. “Uma coisa que me marcou muito foi perceber como precisamos preservar as nossas raízes e saber de onde viemos”, avalia.

Em determinado momento da carreira, Hansen chegou a considerar viver fora do País. “Minha intenção era me estabelecer na Europa ou em Nova Iorque.” Mas essa ideia mudou ao longo do tempo. “Hoje, eu não tenho mais esse interesse. No meu modo de ver, o Brasil é tudo que o mundo precisa”, reflete.

Independência no mercado da arte

A trajetória profissional de Hansen também foi marcada pela decisão de manter independência dentro do mercado artístico. “Eu sou artista independente. Não sou coligado a nenhuma entidade ou instituição”, garante.

Essa escolha trouxe desafios importantes, principalmente no início da carreira. Ao mesmo tempo, também lhe garantiu autonomia sobre sua produção artística. “Eu não fui explorado por galeristas ou empresários artísticos porque trilhei meu caminho sozinho”, declara.

Ao longo dos anos, ele foi construindo uma trajetória sólida, baseada em trabalho constante e desenvolvimento gradual. Hoje, após mais de duas décadas de carreira, conta com uma pequena equipe que auxilia na organização de projetos e exposições, embora continue mantendo a sua independência criativa.

Trabalho e disciplina

A rotina de Hansen é intensa. Entre aulas de pintura, produção artística e preparação de exposições, ele dedica grande parte do dia ao trabalho. “Hoje, eu trabalho em torno de 12 horas por dia”, assegura.

Para ele, não existe outro caminho para quem deseja construir uma trajetória sólida. “Não existe lugar algum que você consiga chegar sem muito trabalho. É trabalho. O negócio é trabalho”.

Mesmo com o ritmo intenso, o artista afirma que não sente o peso da rotina.

O sentido da arte hoje 

Hoje, aos 45 anos, Hansen afirma que a sua relação com a arte mudou ao longo do tempo. No início da carreira, tinha ambições ligadas ao reconhecimento e às grandes posições no circuito artístico. “Quando comecei, eu idealizava os mais altos pódios na arte.”

Com o passar dos anos, no entanto, a sua perspectiva mudou. “Hoje, não tenho outro interesse a não ser me realizar pintando”. Para ele, o que realmente importa é a conexão que as suas obras estabelecem com o público. “Percebo que muitas pessoas se conectam com essa arte. É por causa dessa conexão que eu continuo pintando”.

No fim das contas, é esse diálogo silencioso entre artista, obra e espectador que dá sentido ao seu trabalho. “Eu quero continuar fazendo o que eu faço, porque me realizo em cada tela, em cada dia que consigo pintar”, conclui.

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