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Palavrão não

Leitura Estratégica por Leitura Estratégica
março 14, 2026
em Artigos
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Palavrão não

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Noutro dia, em um intervalo de treinamento de comunicação corporativa, um líder da empresa chamou-me e disse-me que estava incomodado com uma prática de treinamento anterior, na qual o professor teria indicado o PALAVRÃO como uma das boas práticas de quebra protocolar nas relações entre colaboradores. Isso geraria, segundo esse instrutor, mais “humanidade” e “aproximaria as pessoas”.  

Um dos primeiros resultados que esse líder notou foi que os colaboradores começaram a utilizar de palavrões para “retirar a tensão” em situações mais desafiadoras.  Esse líder me relatou que, por causa dessa técnica, começou a ouvir impropérios impensáveis antes na empresa como “porra”, “caralho” ou “foda-se”, para supostamente “espantar o estresse”. 

Confesso, leitor, que esses treinamentos “estranhos” ainda me assustam muito. 

Mas, vamos refletir sobre eles. 

De fato, alguns psicólogos, a exemplo de Timothy Jay, da Massachusetts College of Liberal Arts, enxergam no palavrão um mecanismo catártico. Há realmente estudos que indicam que xingar eleva a tolerância à dor em até 40%; que libera endorfinas e fortalece laços em grupos informais, de forma a ser uma “válvula de escape” sem recorrer à agressão física. 

Essa perspectiva, contudo, é superficial e arriscada! 

O palavrão é intrinsecamente antiético, pois desnuda uma vulgaridade que erode a dignidade humana,  de forma a reduzir o interlocutor a objeto de escárnio. Revela pobreza vocabular e falha de autocontrole, de modo que contraria os preceitos aristotélicos da virtude como meio-termo. 

No âmbito familiar, ele deseduca gerações. Pais que soltam um “filho da puta” como afeto plantam desrespeito prosódico nos filhos. Isso mina a autoridade parental e normaliza a grosseria. Já critiquei isso em vários artigos e alertei para o empobrecimento linguístico que transforma lares em arenas de baixaria.

No ambiente de trabalho, o dano é corrosivo e mensurável. O uso do palavrão gera toxicidade relacional e fomenta assédio moral velado. As vítimas internalizam humilhação, o que eleva a rotatividade. Isso pode custar às empresas até dois salários anuais por colaborador em treinamentos e em recrutamentos. 

O uso do palavrão compromete a produtividade, pois dispara cortisol e inibe foco e criatividade. Reuniões com impropérios viram campos minados, em que negociações fracassam e imagens profissionais desmoronam. Além de tudo, é, juridicamente, não recomendável, pois viola preceitos da CLT, de forma a poder gerar danos morais. 

Líderes familiares e empresariais, rejeitemos a malandragem verbal que nos rebaixa ao que é bestial! Lideremos com respeito, com humanidade e com altivez. 

Palavrão não. 

Carlos André Pereira Nunes,

Linguista, professor, advogado especializado em redação de atos normativos, conselheiro da OAB, diretor da ACIEG e Presidente do Instituto Carlos André.

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