Por Leandro Resende
A cada época, a economia apresenta uma dinâmica nova. Nas idas e vindas das disrupções, a bola da vez agora é a Inteligência Artificial (IA), que promete entregar uma transformação no mundo dos negócios. Apesar de ainda estarmos no começo desta nova jornada, é bom compreender e se preparar. A Leitura Estratégica jogou a lupa em algumas empresas para compreender como a IA impacta seus negócios. Esse diálogo do novo cenário de tecnologia nas empresas, interessa a todos, pois desencadeia mudanças que, com certeza, afetará o investimento e custos de produção – dando uma balançada em todos negócios.
Se a IA veio para transformar, não podemos dizer o mesmo da DF (Desinteligência Fiscal). Desde os anos 2010, o setor público bateu no teto da incompetência de suas contas, rodou uma década na míngua e, quanto mais precisa, mas enfia “a faca” no setor privado – trabalhadores e empresários.
Essa DF é o transtorno de quem produz. E, como o buraco do setor público é cada vez maior, a tormenta contra a sociedade não cessa. Nesta edição, falamos um pouco deste tema – na coluna Diretoria e nos artigos. Mas o governo federal, décadas de pois, vem com uma proposta de mexer no IR – atualizando a tabela para a classe média (isentando quem ganha até R$ 5 mil por mês). É justo.
Mas aí os burocratas trazem para a narrativa, a neutralidade. Ou seja, tira R$ 25 bilhões do caixa em uma ponta, tem de levantar R$ 25 bilhões – ou mais –, na outra. Significa que os super-ricos – no Brasil, super-rico é ganhar R$ 50 mil por mês, menos de US$ 8,5 mil mensais – vão pagar a conta. É justiça tributária.
A injustiça está em toda sociedade bancar um setor público pesado, carregado de desvios, ineficiência e incoerência, que, em vez de realizar uma reforma administrativa, ataca diretamente o bolso do trabalhador e o caixa das empresas. Se reduzisse uma parte das emendas PIX, os privilégios dos tribunais e Ministério Público e os gastos desordenados dos ministérios, poderia isentar quem ganha até R$ 10 mil, sem ter de sacrificar quem já paga tanto para pouco ter de assistência do setor público. Anota, no Congresso, vão arrumar um jeito de neutralizar essa bondade do IR com alguma maldade contra o IRPJ. Anota e me fala depois.
Enfim, a proposta de valor da Leitura Estratégica é manter esse debate ativo semanalmente. Só para lembrar – indo para a quarta revista em quatro semanas. Obrigado a todos leitores por esse apoio incondicional.
Leandro Resende – editor-chefe da Revista Leitura Estratégica
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