2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de Claudio Henrique de Oliveira:
O crescimento econômico brasileiro em 2026 deverá situar-se entre 1,6% e 1,8%, representando uma desaceleração significativa em relação às projeções para 2025 que deve ficar na ordem de 2,26%. Esta moderação reflete três fatores estruturais: a manutenção de juros elevados (Selic mínima de 12,25%), que pressiona investimentos e consumo; a pressão fiscal decorrente de gastos eleitorais e medidas expansionistas que comprometem a credibilidade das contas públicas; e a incerteza política inerente a um ano eleitoral, que reduz a confiança de investidores e prolonga decisões de investimento de longo prazo.
O Estado de Goiás apresenta perspectivas econômicas superiores à média nacional, com projeções de crescimento do PIB estadual entre 1,85% e 2,7%, conforme estimativas apresentadas pelo Instituto Mauro Borges. Este diferencial positivo guarda relação com a robustez da economia goiana, impulsionada pelo agronegócio estruturado, pela indústria de transformação em expansão e ainda, pelo crescimento do setor de serviços. Estrategicamente, Goiás pode capturar investimentos que fogem da volatilidade política nacional, especialmente em setores ligados à agroindústria, logística e infraestrutura, pontos de diferença para Goiás.

Claudio Henrique de Oliveira, assessor econômico na FIEG e conselheiro do Corecon














