2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de Milton Marinho:
Em minha análise, 2026 não será um ano de grandes saltos, mas de decisões mais consistentes e conscientes.
Do ponto de vista da gestão de pessoas, o cenário econômico tende a exigir menos investimento e mais racionalidade. O ambiente seguirá pressionado por custos, incertezas fiscais e menor previsibilidade, o que obriga empresários e profissionais a reverem estruturas, papéis e prioridades.
A principal mudança não estará em “novos modelos”, mas na postura das lideranças. Empresas que continuarem tratando pessoas como centro de custo, sem critério e sem métrica, sentirão rapidamente o impacto no caixa e na operação. Por outro lado, organizações que aprenderem a alinhar seleção por remodelagem de trabalho, remuneração estratégica, desempenho e resultado real ganharão fôlego para atravessar ciclos mais longos de instabilidade.
Vejo um movimento claro de maior seletividade: menos contratações por impulso, mais cobrança por entrega e mais clareza sobre o que se espera de cada função.
A tecnologia e a inteligência artificial deixarão de ser promessa e passarão a apoiar decisões mais objetivas, especialmente na gestão de custos, produtividade e desempenho.
Como entendo que já tem ocorrido, em 2026 não vencerá quem crescer mais rápido, mas quem conseguir sustentar eficiência, disciplina e liderança consistente ao longo dos anos seguintes.

Milton Marinho, Empresário, CEO da Avante Desenvolvimento Organizacional, professor e pesquisador universitário, conselheiro empresarial/advisor e presidente da ABRH GO e Câmara de Gente e Gestão da Acieg.














