2026: o que preveem os especialistas
Rafael Mesquita
O ano de 2025 na economia brasileira foi marcado por um crescimento do PIB moderado, inflação dentro da meta e um mercado de trabalho pujante, mas com sinais de desaceleração no segundo semestre. Ainda foi um ano de “virada de chave”, consolidando a Reforma Tributária como irreversível e focada no planejamento e execução das mudanças, preparando o terreno para o futuro e os impactos diretos na gestão fiscal e nos balanços patrimoniais.
Para 2026, os desafios incluem a manutenção da estabilidade fiscal, a gestão da política monetária em meio a juros ainda altos e a busca por um crescimento com maior densidade industrial, evitando políticas populistas em ano eleitoral.
Ouvimos especialistas de diversas áreas sobre as perspectivas para o ano que chega, previsões econômicas e, claro, o palpite para a Copa do Mundo de futebol que vem aí. Confira todas as informações em https://leituraestrategica.com.br/
Leia agora a opinião de Dobson Borges:
A máxima de que a incerteza é a única certeza enterrou a antiga visão linear da administração. Para 2026, o sucesso exige o que Ram Charan chama de Acuidade Perspectiva: a habilidade de antecipar rupturas e agir antes dos demais concorrentes. Como alertou o general Shinseki, a alternativa à mudança não é a estabilidade, mas a irrelevância.
Estratégia é escolha. Não se trata apenas de vencer a concorrência, mas de ser o melhor ou o único a satisfazer as necessidades não atendidas do cliente. Ela se sustenta em três pilares: diferenciais competitivos reais, percepção de valor pelo cliente e singularidade de mercado. Sem isso, a empresa caminha para a extinção.
Para navegar neste cenário, líderes devem questionar: o propósito da marca é autêntico? O foco está no desejo do cliente, direcionando os processos internos? Há liderança com autonomia e um clima de confiança para inovar? O que os concorrentes fazem melhor do que a gente e como podemos nos diferenciar?
Gerir estrategicamente é ter a coragem de decidir hoje o futuro que se pretende colher. Em ambientes de alta turbulência e crises globais, o pensamento estratégico deixa de ser um luxo para se tornar o motor de transformação e sobrevivência organizacional. O convite é claro: ou nos tornamos distintos por meio da inovação constante, ou seremos engolidos pela obsolescência. O futuro não se prevê; ele se constrói agora, e está na Gestão da Estratégia o caminho para se tornar o protagonista, não apenas um seguidor.

Dobson Borges, Estrategista sênior com 27 anos de experiência, doutorando em Ciências Empresariais, autor e professor especializado em design e execução estratégica para grandes corporações














