“O grande desafio é transformar um cenário de instabilidade em oportunidades reais”
Esta é a quarta edição da Ficomex. Qual é o maior desafio em realizar a maior feira de comércio exterior e internacionalização do Centro-Oeste, em um momento tão desafiador para a economia nacional e mundial?
Rubens Fileti: O grande desafio é transformar um cenário de instabilidade em oportunidades reais. Vivemos o impacto do tarifaço e de incertezas no comércio global, mas a Ficomex nasce justamente para dar respostas. Nesta quarta edição, a feira se consolida como a maior do Centro-Oeste e uma das mais relevantes do País, trazendo soluções para empresas que buscam competitividade, novos mercados e acesso a parceiros estratégicos.
Como a Ficomex ajuda o empresário a encontrar oportunidades em meio a tantos desafios?
Rubens Fileti: A feira cria pontes. Teremos representações de mais de cem países, incluindo membros da União Europeia e a China, dois dos maiores polos da balança comercial brasileira. Isso significa que o empresário goiano e do Centro-Oeste terá acesso direto a mercados de altíssimo potencial. A Ficomex não é apenas uma vitrine, é um espaço de negócios práticos, de negociação direta e de abertura de portas que normalmente estariam distantes.
A abertura contará com a presença de seis governadores. Qual é a importância dessa articulação política para o evento?
Rubens Fileti: Ter Goiás, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina e Minas Gerais representados pelos seus governadores reforça a força coletiva da Ficomex. Essa integração amplia a visibilidade do Centro-Oeste, atrai investimentos e sinaliza ao setor produtivo que existe uma agenda compartilhada para fortalecer o comércio exterior. É uma união que dá peso político e institucional ao evento.
E no âmbito federal, qual é o papel da ApexBrasil nesta edição?
Rubens Fileti: A ApexBrasil é protagonista em nossa programação. Além de realizar as rodadas de negócios, a agência traz pela primeira vez para a Ficomex o programa Exporta Mais Brasil, que aproxima diretamente os compradores internacionais das empresas brasileiras. Essa iniciativa é fundamental para transformar contatos em contratos, abrindo novas frentes de internacionalização.
A programação também reserva grandes nomes e painéis temáticos de alto impacto. Quais são os destaques?
Rubens Fileti: Além de palestrantes como Carlos Alberto Sardenberg, Dr. Agro (Marcos Fava Neves), Carlos Ferreirinha, Celso Camilo e Sam Cyrous, teremos painéis estratégicos sobre investimentos com o Japão, primeiros passos na exportação, e-commerce internacional, BRICS e o novo comércio global, inteligência artificial e casos de sucesso de empresas do Brasil Central. Essa pluralidade mostra a força da Ficomex como ambiente de negócios, mas também como espaço de conhecimento e troca de experiências.
A Ficomex também conta com apoio de instituições e do setor produtivo. Como essa rede fortalece o evento?
Rubens Fileti: O envolvimento do setor produtivo é o que garante a robustez da Ficomex. Temos entidades que apoiam desde a capacitação, passando pelo crédito e inovação, até o fortalecimento do empreendedorismo e do cooperativismo. Essa rede é estratégica, porque dá sustentação prática ao empresário: conhecimento, instrumentos e recursos para transformar oportunidades em negócios.
Quais são as perspectivas que o senhor vislumbra a partir desta edição da Ficomex?
Rubens Fileti: A Ficomex é um marco para a economia do Centro-Oeste. Nossa expectativa é consolidar Goiânia como um polo estratégico do comércio exterior brasileiro, gerando negócios imediatos e atraindo investimentos de longo prazo. Com a presença de mais de cem países, grandes nomes da economia e a chancela de Gusttavo Lima como embaixador do evento, reforçamos a imagem de Goiás e da região no cenário global. Estamos abrindo novos horizontes para que empresários brasileiros se posicionem de forma cada vez mais competitiva no mundo.