O que querem dizer Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt ao mundo? Os três foram os premiados com o Nobel de Economia de 2025 por “terem explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação”. Sinaliza fortemente que o crescimento exige esforço pró-desenvolvimentista, ante políticas cruéis de fiscalistas.
Crescer é ter um olhar para a empresa, de explorar sua criatividade e inovação, suas especializações, apostar que as ações e projetos inovadores fazem hoje – e farão amanhã – os melhores ambientes para conviver, trabalhar e governar.
A era dos fiscalistas já passou. Impostos não podem ser mais relevantes do que empresas e empregos. Reconheço que os impostos são necessários para manter o equilíbrio social, a infraestrutura e o institucional, além de sustentar um setor público pesado e cego – pois não enxerga sua incapacidade de gerar riquezas e apenas consumir.
Mas o equilíbrio proposto pelos impostos tem limite. Ele vai até onde afeta o equilíbrio econômico dos negócios e começa a atrofiar a musculatura que move a roda dos negócios e dos empregos. Quando passa essa fronteira, deixa a razoabilidade para ser insano, rompendo a linha divisória invisível que existe entre o necessário e o insuportável.
É nessa hora, quando se perde o equilíbrio, que o País começa a andar de lado. No Brasil, essa maldita hora ocorreu há mais de uma década, desde a crise fiscal de 2009-2010. Essa crise maligna, esse tumor fiscal, que era uma leve dor de um sistema que começava a desandar, virou uma doença crônica e quase incurável.
O desequilíbrio deu margem para os governos brasileiros assassinarem as políticas desenvolvimentistas e se sentarem no colo dos fiscalistas, que se tornaram os gurus dos néscios. De lá para cá, o País travou.
Estamos retroagindo ao Brasil colonial, produzindo e exportando commodities e importando produto pronto – vendendo barato e comprando caro. É um triste fim de uma economia pensada por políticos e burocratas – que só dormem e acordam pensando em impostos, sem entender que os países que crescem são sustentados por uma indústria forte e um ambiente inovador expansionista.
Temos os pré-requisitos para esse crescimento pregado pelos três novos laureados com o Nobel de Economia, mas, por enquanto, teimamos em ficar na arquibancada, pagando ingresso para ver, de novo, o cavalo passar arreado.
O que nos falta é um ambiente de políticas públicas que condicione e permita que um governo aperte o botão do desenvolvimentismo. Por enquanto, o tosco fiscalismo impera.

EDWAL PORTILHO – TCHEQUINHO, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial).














