Muita gente acha que “experiência” é um conceito novo, nascido com aplicativos modernos, interfaces bonitas e tecnologias recentes. Mas a experiência sempre existiu. Ela sempre foi o que decidia se alguém comprava ou não. A diferença é que, antes, ninguém chamava isso de UX, chamávamos apenas de demonstração.
Durante décadas, a televisão foi o maior palco de experiências do Brasil. As pessoas não compravam o produto. Compravam o que sentiam assistindo ao comercial. Era o jingle, a narrativa, a cena da panela que não grudava nada, o sabão que fazia mágica, o carro cruzando a estrada. A televisão não vendia objetos: vendia sensações.
Quando a TV perdeu força, o comportamento não mudou, apenas migrou. A experiência continuou sendo o que mais impactava a decisão de compra. Só que agora isso acontece nas redes sociais, em vídeos de 7 segundos, espontâneos, diretos, quase íntimos. O consumidor vê funcionando, vê alguém usando, vê o resultado imediato… e compra. Porque no fundo nunca foi sobre lógica; sempre foi sobre sentir antes de ter.
Um bom vídeo, um bom contexto e uma boa demonstração vendem mais do que qualquer argumento técnico. O produto deixou de ser o herói, a experiência virou o protagonista.
E é aqui que entra o ponto mais importante para o mundo digital de hoje: a experiência não acontece só no comercial, ela acontece no site, no aplicativo, no atendimento, no carregamento, no toque, no fluxo, na fluidez.
A experiência digital é a continuação natural dessa evolução. Se antes a TV mostrava como poderia ser, hoje o site e o aplicativo mostram como realmente é. Uma interface mal feita destrói confiança. Um processo complicado cancela a compra. Um serviço lento quebra a expectativa. Por outro lado, uma navegação simples, uma estética clara, um atendimento rápido e uma jornada intuitiva transformam qualquer produto comum em algo memorável.
Experiência sempre foi a demanda humana.
O digital apenas tornou impossível ignorá-la.

Carlos Monteiro
CEO da CMX Tech e especialista em audiência digital














