Por Anderson Carlos de Oliveira****

Executivos, donos de empresas, gestores de RH, líderes e qualquer um que busque recolocação no mercado de trabalho já percebeu que a Inteligência Emocional é uma habilidade comportamental cobiçada pelos empregadores. Os profissionais que a possuem, detêm um grande diferencial em mãos. Pelo lado pessoal, indivíduos emocionalmente inteligentes têm maiores chances de terem sucesso em seus relacionamentos interpessoais.

Anderson Carlos de Oliveira

Talvez o que você não saiba é que todas as pessoas são emocionalmente inteligentes. Contudo, umas demonstram mais que outras, pois nem todas têm a consciência da necessidade e das vantagens que um indivíduo desfruta quando se tem uma Inteligência Emocional bem desenvolvida. Mas o que é ser emocionalmente inteligente?

Daniel Goleman, considerado o pai da Inteligência Emocional (IE), afirma que a IE é a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos, bem como os das outras pessoas, com o objetivo de se auto motivar e de lidar adequadamente com as próprias emoções, tanto em relação a si mesmo quanto às pessoas com as quais se relaciona, promovendo entre si um relacionamento saudável.

Assim, a IE é a capacidade de perceber, exteriorizar e assimilar seus pensamentos, é a habilidade de compreender, raciocinar e equilibrar em si próprio as emoções, tornando-se mais hábil na administração das mesmas, bem como na trajetória de sucesso pessoal e profissional.

Entre as muitas características da Inteligência Emocional, está a capacidade de administrar os impulsos e canalizar as emoções de forma correta e adequada, a prática da gratidão e da automotivação, além da capacidade de ajudar e encorajar outros indivíduos, promovendo o bem-estar geral. Daniel Goleman explica que a IE pode ser dívida em habilidades específicas: autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, empatia e desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais).

O gerenciamento das emoções e sentimentos, por meio desses aspectos, pode levar o indivíduo a atingir alguns de seus objetivos. Tal gerenciamento é uma progressão no equilíbrio entre o racional e emocional da mente. Quanto mais forte o sentimento, mais influente será a mente emocional. Essa é uma estruturação que deriva-se da evolução das emoções e intuições como resposta instantânea diante das situações em que a vida esteja em perigo. O simples ato de parar para pensar no que fazer poderia custar-lhe a própria vida, fazendo com que cada atitude seja executada instintivamente sem raciocinar.

Essas duas mentes, a emocional e a racional, trabalham em harmonia em grande parte do tempo, mesclando seus conhecimentos para orientar o indivíduo em seu movimento no mundo. Já existe um equilíbrio natural entre essas mentes, onde a emoção alimenta e informa as intervenções da mente racional, enquanto a mente racional trabalha elaborando os impulsos instituais que por vezes veta o insumo das emoções.

Qualquer pessoa pode desenvolver a IE?
É perfeitamente possível desenvolver a Inteligência Emocional por meio do autoconhecimento, o que possibilita ao indivíduo identificar suas emoções com mais facilidade, promovendo um impacto positivo que o capacita a auto motivar-se e seguir em frente, mesmo diante de frustrações e desilusões.

Você pode, por exemplo, procurar por cursos e treinamentos, vídeos na internet e leituras sobre o assunto. O importante é expandir sua mente e aumentar seu autoconhecimento, o que só se dá se você estiver disposto e aberto à mudança. No dia 15 de março, eu estarei na Livraria Leitura do Goiânia Shopping, a partir das 18h, lançando o meu livro “Impacto e Contribuições da Inteligência Emocional na Qualidade de Vida”. Às 19h30, bateremos um papo sobre este tema e sortearei um exemplar do livro. Esta também é uma oportunidade para você aprender mais sobre a IE e sua aplicabilidade no dia a dia.

**** Anderson Carlos de Oliveira é Psicanalista, Executivo e Personal Coach, especialista em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva