Especialista explica a diferença e desafios enfrentados por cada uma das classes

Nascidas em épocas distintas, as gerações são formadas por pessoas que apresentam comportamentos peculiares, cercadas de pensamentos e posições que estão interligadas aos seus contextos sociais. Essas novas classes implicam diretamente na forma como os indivíduos agem, se relacionam e consomem seus produtos.

Para Andréia Magalhães, professora do curso de Administração da Faculdade Estácio, as pessoas que integram as gerações X, Y e Z romperam paradigmas e buscaram a liberdade como condição para atuar no mercado. Ela explica que enquanto a classe X valoriza a vivência em grupo, as demais enxergam as relações possíveis além do presencial, ou seja, incluindo de vez a tecnologia em seus mundos como maneira de contato e aproximação.

A especialista acrescenta ainda que as gerações Y e Z buscam mais autonomia, com a ressalva de que a Z surge num mundo altamente interativo e cibernético, onde existe uma necessidade imensa de exposição de opiniões, debates e ansiedade dos indivíduos. “A geração Y é uma nativa digital”, afirma Andréia.

Quanto aos comportamentos no ambiente de trabalho, a professora da Estácio conta que os indivíduos da geração X são mais experientes e comprometidos, e além disso valorizam a competência clássica das pessoas, ao contrário das demais gerações, que são fascinadas por desafios, querem tudo da sua maneira e possuem uma autoestima elevada, sem receios de assumir cargos de liderança.

As gerações mais modernas compreendem ainda que precisam equilibrar a vida pessoal com a profissional e preferem trabalhar em locais com horários flexíveis, enquanto a X não se preocupa tanto com a qualidade de vida e carrega grandes responsabilidades junto de si, o que pode gerar dificuldades de relacionamento entre os profissionais.

Para driblar esses conflitos, Andréia garante que os gestores precisam trabalhar cada vez mais com a integração e valorização de cada geração, dando espaço para a liberdade profissional e adaptação de mercado. “Todas as gerações precisam ser lembradas pelas suas características e contribuições ao mundo dos negócios”, ressalta.

Em relação às perspectivas para o futuro, a especialista considera que independente das características de cada geração, as empresas querem obter lucros e, diante desse fato, todos os colaborados tem a tarefa de se entenderem para buscar o resultado esperado pelo mercado. “Sob essa ótica, a adaptação é indispensável. A tecnologia não pode ser um obstáculo de integração e nem tão pouco um inibidor de competências em um cenário cada vez mais vanguardista”, conclui a professora da Estácio.