Seis empresas do Grupo Olimpo, dono do Colégio Olimpo, pediram recuperação judicial em 16 de dezembro do ano passado – que foi deferida em fevereiro – na 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, segundo informações de um dos advogados do grupo, Gildásio Pedrosa de Lima. Ele aponta que a empresa já prepara plano de recuperação a apresentar aos credores até o final de abril. As dificuldades financeiras do Colégio Olimpo, explica o advogado, foram provocadas pelo avanço da crise econômica, restrição do mercado de crédito no País e falhas na gestão do negócio, que levaram a empresa a uma dívida próxima de R$ 90 milhões e centenas de credores.
O processo da recuperação judicial (201504529388) lista as seguintes empresas do grupo: GO Brasília Educacional Ltda, Serviços Educacionais MR Ltda, Editora Opirus Ltda, SM Serviços Educacionais Ltda, Cantina Marista Ltda e Cantina Asa Sul Ltda. Dentre estas razões sociais listadas estão, segundo o advogado do grupo, as unidades do Colégio Olimpo de Goiânia e Brasília.
“A reestruturação do grupo se dará pela implantação de um amplo projeto de governança corporativa e gestão profissional”, aponta Gildásio que vê este caminho mais provável, a princípio, que a venda de ativos, fechamento de unidades ou entrada de novos sócios. “O colégio já apresentou a atual situação aos pais dos alunos”.
Ele destaca que o grupo goiano – fundado em 2004 e que se expandiu para outros Estados – é uma referência em ensino fundamental, médio e preparatórios para vestibular, com forte aprovação em cursos universitários, tendo alcançado em 2015 a 3ª maior nota entre colégios de todo País no ranking do Enem. “No entanto, o avanço na área didática e a expansão do colégio não foram acompanhadas pela gestão do negócio”, disse.

EM EXPANSÃO – Ocorre no País um ‘boom’ de pedidos de recuperação judicial. Em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado, o número de ações cresceu 359%, segundo dados da Boa Vista. Para o estudo, “a fraca atividade econômica, os elevados custos e a restrição ao crédito ainda deverão ser observados em 2016 e afetar os negócios em todo País”.